terça-feira, 24 de março de 2026

Diário de João Toca e Some [Sessão 28]

 Diário de João Toca e Some 

Sessão 28



O mago falou o suficiente. Disse que estavam indo para Fortaleza, que ainda não tinham nada por lá e que, no fim, já tínhamos acabado com praticamente todo o grupo deles. Antes de calar de vez, deixou escapar mais do que devia: ao norte, na direção do forte, existem as chamadas Cavernas do Caos. Disse que goblins vêm realizando assaltos constantes naquela região e que o plano do grupo dele era simples, nos eliminar, pegar o que fosse nosso e depois seguir para o norte atrás desses tesouros. Quando terminou, não havia mais utilidade. Levei minha faca em seu pescoço e cessando enfim sua vida e ciclo de caça e caçador. 

Voltamos para casa e, pela primeira vez em dias, lidamos com algo mais previsível que sangue. Contas. Pagamentos. Empregados, aventureiros de passagem, comida dos animais… ouro entra e sai mais rápido do que se ganha. Ficamos dez dias em treinamento. Tempo suficiente para manter o corpo afiado e lembrar que descanso demais deixa a lâmina cega. Ainda assim, quando terminamos, o dinheiro estava curto. 

Precisávamos de algo que pagasse. 

Cogitamos ajudar o druida das abelhas, mas uma poção para fazer árvore crescer não enche bolso nem sustenta grupo. Fomos atrás da Casa das Moedas. Dinheiro primeiro, boas ações depois, se sobrar tempo. 

O caminho foi tranquilo demais, o que já devia ser aviso. Encontramos uma entrada lateral que ainda não havíamos explorado e entramos. O odor de merda e animal molhado fazia arder nossas narinas. Uma toca de ratos gigantes. Seguimos pelas ramificações até dar em algo diferente, um antigo templo de clérigos. Abandonado por quem rezava… ocupado por quem não devia. Pegadas pequenas. Goblins. 

Dois guardavam a entrada. Não tiveram tempo de reagir. Flechas resolvem rápido quando ninguém espera. 

Avançamos. Mais pegadas, mais barulho. Encontramos um grupo maior: um hobgoblin e quatro goblins. O maior carregava um machado decente, dentro do padrão da espécie. Lutaram melhor que os primeiros, mas não o suficiente. Caíram sob nossos pés. 

Atrás deles havia uma sala com trono e, atrás, um baú. Cinco mil peças de prata. Discutimos sobre o que fazer de imediato, decidimos por levar a prata até a mula, Serena. Não faz sentido morrer carregando peso. 

Voltamos para dentro. 

Encontramos uma porta adornada com ossos. Parecia entrada de catacumba. Onde há mortos, há coisas esquecidas… e às vezes valiosas. Entramos. Vasculhamos com cuidado até quase sermos surpreendidos por esqueletos. Não fossem os clérigos, teria sido pior. Eles expulsaram a maioria, e no recuo conseguimos derrubar alguns. O resto fugiu. Contudo possivelmente voltaram. Mortos não têm pressa. 

Seguimos adiante e abrimos outro túmulo. Erro. 

De lá saiu um morto-vivo inteiro, ou quase isso, ainda com força nos braços. Agarrou Juventino, nosso clérigo contratado, e quase o levou para o mundo dos mortos. Por pouco não perdemos o homem. Uma poção o segurou de pé, mas não por muito tempo. Vai precisar de descanso, se quiser continuar respirando. 

Foi o suficiente. 

Decidimos recuar. Não por medo, mas por cálculo. Muito ouro, pouca capacidade de transporte e gente ferida. Voltamos, arranjamos mais uma mula na cidade próxima e levamos o que tínhamos para casa. 

O templo continua lá. Cheio de coisa morta e esquecida e, com sorte, mais tesouro. Agora então sabemos que ao norte há algo maior nos esperando, goblins organizados, assaltos frequentes e promessas de riqueza nas tais Cavernas do Caos. 

Quanto ao templo dos clérigos, voltaremos. 


— João Toca e Some

quinta-feira, 19 de março de 2026

Relatos das Sessões 26-27

Diário de João Toca e Some 



Ouvi o relato do que aconteceu na estrada antes de eu assumir a frente. Disseram que foram atacados sem aviso, um grupo organizado, sem intenção de roubar queriam matar. Conseguiram vencer e deixaram um vivo. Ele foi interrogado e revelou um caminho, um possível esconderijo ou ponto de encontro. Depois disso, foi morto por Kalabrezho, sem mais utilidade. Brenna não aceitou aquilo. Disse que não fazia parte de um grupo que agia daquela forma e foi embora. O corpo foi enterrado às pressas, mal coberto, como se quisessem esquecer rápido demais o que tinham feito. 

Foi nesse ponto que entrei. 

Decidi que não podíamos esperar o próximo ataque. Voltamos, organizamos o que tínhamos e traçamos uma emboscada com base na informação que haviam conseguido. No caminho, já sob a noite, encontramos a cova revirada. O corpo não estava como deixaram. Aquilo bastava para qualquer um recuar, mas seguimos mesmo assim. Cercamos a cabana indicada e a loba de Kalabrezho confirmou: apenas um homem lá dentro. Aproximei sozinho, pela lateral. Pela fresta da janela vi que dormia. Não havia motivo para complicar. Abri o suficiente, puxei a flecha e encerrei aquilo ali mesmo, rápido e limpo. 

Entramos depois. Vasculhamos tudo. Encontramos uma carta com indicações do restante do grupo e sinais de que havia algo maior por trás. Apagamos nossos rastros e decidimos esperar. Ao amanhecer, outro apareceu. Entrou na cabana, percebeu o que havia acontecido e tentou fugir. Não conseguiu. As flechas o alcançaram antes da estrada terminar para ele. 

Voltamos para a mansão, mas o resto do seu grupo na cidade já começava a se mover contra nós. Descobrimos que havia gente perguntando sobre o grupo. Meus companheiros encontraram a estalagem onde um deles estava hospedado, subornaram o dono e invadiram o quarto. Limpo demais. Resolveram então deixar um desafio, um convite direto demais para o meu gosto. Preferi não participar disso. Fiquei na estalagem, observando, esperando como sempre faço. 

Quando ele chegou, parecia um homem comum demais para o que suspeitávamos. Bem vestido, educado, sorriso fácil. Cumprimentou a todos. Quando leu a carta, houve uma pequena falha, apenas por um instante, mas logo recompôs a máscara. Pagou e saiu. Eu saí logo depois. Segui de longe e, no caminho, paguei uma criança para avisar os outros de que ele não iria ao encontro e indicar a direção que estava tomando. 

Segui por horas até que ele chegou a uma caverna, onde encontrou mais dois homens. Todos preparados. O sorriso dele já não existia mais ali. Havia algo errado, algo mais profundo do que simples mercenários. Não era luta para um homem só, então voltei. 

Encontrei o grupo no caminho, já alertados. Decidimos agir juntos. Retornamos e aguardamos o melhor momento, mas ele não veio. Eles não pretendiam ficar. Saíram em deslocamento e tentamos interceptá-los. Dessa vez, não fomos silenciosos o bastante. Eles perceberam. 

A luta foi dura. Muito mais do que deveria ser. Eram fortes, organizados, preparados para algo maior do que simples emboscadas de estrada. Quase perdemos alguns dos nossos, mas no fim, vencemos. 

E desta vez, deixamos um vivo. 

Um mago. 

Agora ele vai falar. E pensar que tudo isso só começou com um velho bêbado que fugiu com um livro que nos pertencia. Colocamos o preço na cabeça dele alto o bastante para atrair atenção demais. Esse grupo tentou nos enganar, usando um bucha para nos levar a uma armadilha. Nós vimos através do truque, matamos o desgraçado e deixamos um recado. Eles entenderam. E vieram cobrar. 

E foi assim que deixamos de ser presa e nos tornamos a armadilha. 

João Toca e Some



quarta-feira, 4 de março de 2026

Histórias do Kahlabrezo [Relatos de Sessão 22-25]

 Histórias do Kahlabrezo, Goblin level 2, do jogador Aust. 

Relatos de Sessão que cobrem, mais ou menos, as sessões 22-25. 



PARTE I

Ora, mas veja só! Se não é minha galera favorita!!! Saudades de mim pessoal?! Eu sei, eu sei, todos estavam, então sem mais delongas, vamos iniciar mais um HISTÓRIAS DO KAHLABREZO!!!


Começamos a história de hoje nesse naipe, houve bafafa pra dar e vender em Vale Roto, um prostíbulo de sucesso, uma morte trágica, pessoas com muitas drogas e bebidas, enfim um caos (nem gosto... 😈 ), enfim, como minha amiga Nixs já disse anteriormente tudo foi resolvido.


Depois desse auê todo, resolvemos dar um downtime, a Nixs e a Robin decidiram tirar um tempo pra treinar, uma tava querendo virar o Usain Bolt e a outra começou a fazer zumba pra aumentar a resistência, durante esse tempo João foi procurar informações do Zé Corote com nosso espião, e parece que ele vendeu o livro pro Bogdan em troca de um fardo de corote azul... que canalha, nem pra trocar por uma bebida que prestasse.


De toda forma, a gente deu um susto nele e o João passou a contratar vários aventureiros para nos ajudar numa expedição a Caverna de Ermos, parece que uma galera tava fazendo uns assaltos lá e a gente pensa que talvez sejam os Víboras Fantasmas que nos enganaram da última vez, apareceu uma galera nova na casa, tanto contratados quanto novos aventureiros pra guilda, como o Luciferino Santos (o clérigo), Calvin Klein (o guerreiro) e Malvira Melveder (uma bruxa), que sejam todos bem vindos a nossa trupe do barulho!


Continuando, levamos um clérigo e um mago como contratados, e nessa expedição foi eu, a Brenna, o Trévor e minha querida lobinga Lua, em direção a caverna descobrimos uns rumores de que lá tinha uma taverna que o dono é um meio orc chamado Truglag, um apicultor estranho e misterioso e a trupe de bandidos que assaltavam comerciantes, os rumores diziam que a caverna assobiava estranhamente. Chegando lá armamos um plano, uns fingiam ser aventureiros de passagem com muita bagagem enquanto o resto ficava de tocaia e se escondia de prontidão. 

Quando os bandidos aparecessem o mago lançava sono neles e a gente lidava com o resto, simplesmente um plano infalível 🤓 ☝️. A Brenna, o Trévor e o Juventino nosso clérigo foram servir de isca, enquanto eu a Lua e o Orbilus (nosso mago) ficávamos escondidos. Esperamos por um tempo até que um moço apareceu e abordou o grupo isca, dizendo que queria vender umas coisas e se aproximando com a bolsa nas mãos, o grupo recusou e quando ele se aproximou mais o Trévor bebeu uma poção de invulnerabilidade, o homem não sabia o que era, mas resolveu se afastar.


Só que depois ele ameaçou o grupo isca dizendo para eles não tentaram fazer "nada engraçadinho" e do nada entre as pedras num morro surgiu uns 4 bandidos com arcos a postos, a galera levantou as mãos e recuou com cautela, quando o Trévor deu o sinal o mago começou a lançar sono, mas os bandidos não foram surpreendidos, então começou o combate, a Brenna tomou uma flechada e ficou caída, o resto não acertou ninguém, o mago pôs os cabras pra dormir e minha Lua linda atacou o bandido deixando ele só o caco pro nosso amigo Trévor finalizar ele com extrema maestria, descapitando ele de forma crítica, como os bandidos estavam dormindo amarramos eles.


Quando fomos investigar o que tinham eu abri a bolsa do carinha decaptado e pra minha surpresa ela soltou um pózinho que me deixou meio sonolento, mas isso não era nada pro grande Kahlabrezo hahaha! Quando acordamos os caras eles estavam morrendo de medo, começamos o interrogatório e eles disseram que eram apenas peixe pequeno de um cara chamado Rothald que comandava esses caras todos para assaltar a trilha, perguntamos sobre as coisas das cavernas e as rotas para seguir até algum lugar, eles nos disseram tudo e pediram que não os matassemos, desamarramos eles e pedimos que mostrassem o caminho, mas assim que começamos a andar um pouvo o Trévor os matou a sangue frio dizendo que eles poderiam chegar na caverna e só gritar por ajuda, meio cruel mas sensato.

Entramos na caverna e seguimos o caminho dito, o vento soprava forte e as paredes faziam parecer um assobio, a Brenna protegeu a tocha para que não fosse apagada. Andando um pouco vimos uma cabeça de pedra com olhos sorridentes e um nariz pontudo que de sua boca saía uma água muito cristalina, direto para um latão logo abaixo, a Brenna experimentou a água e disse ser muito gostasa, fresca e revigorante, que se não tivesse tomado uma poção de cura agora a pouco isso com certeza a deixaria revigorada (esqueci de dizer que dei uma poção a ela, hehe sorry guys), enchemos alguns frascos e cantis com essa água e seguimos caminho.


Chegamos em um local cheio de pedaços de tocha e fuligem de fumaça para todo lado, tinha alguns caminhos para seguir mas fomos em direção a um que tinha barulho de pessoas conversando, olhamos para o lado e tinha um platão uma placa dizendo "Taverna do Truglag, puxe o sino para entrar" assim fizemos. Alguns minutos depois de tocar o sino apareceu dois orcs acompanhado de uma Lince gigante (minha Lua e ela começarama rosnar uma para a outra, mas não fizeram nada porque minha Lua é muito comportada), eles perguntaram o que queríamos e como descobrimos o lugar, então dissemos que descobrimos por rumores e que só viemos beber umas, eles falaram algo em orc que não entendemos, pegaram uma escada, subimos e nos acompanharam a entrar, como o local era iluminado não precisava de tocha, então descartamos ela.


Lá dentro parecia ser um ambiente normal de taverna, tinha alguns orcs de guarda e bebendo, e o dono realmente parecia um meio orc. Vimos uma galera parecida com os que tinham tentado nos assaltar e escutamos eles cantando músicas de bardo sobre o Rothald, parece que ele já foi um grande aventureiro na vida e agora estava nesse estado de ladrão de estrada. Escutamos com atenção e decoramos a música meio errônea deles, acho que bêbados não cantam muito bem. Fingindo ser fãs do Rothald nos enturmamos com os caras e eles nos levaram a ele.

Chegando lá quem nos recebeu foi um cara chamado irmão Salloric, um clérigo considerado o braço direito do Rothald, dissemos que queríamos um trampo, ele disse que tavam contratando mais capangas para assaltar a trilha, mas a gente vendeu bem nosso peixe dizendo que éramos muito habilidosos e que servíamos para algo melhor que só assaltar, se é que nos entendeu 💀 😈 .


Ele assentiu com um sorriso e disse que no momento não tinham esse tipo de serviço em demanda, mas que se tivesse ia nos chamar, o Trévor então começou a mostrar ser um grande fã do Rothald e isso pareceu convencer o irmão a abrir a porta e nos deixar entrar para falar diretamente com ele. Quando entramos vimos o Rothald sentado com um acordeão do lado, o Trévor novamente se mostrou estar encantando em estar na presença de um grande aventureiro como ele e disse que seria uma honra trabalhar junto dele (acho que ele não estava encenando, parecia mesmo que tinha se tornado um fã dele só pelas histórias), o Rathold começou a se empolgar e perguntar como conhecemos ele, inventamos um miguê dos bons e deu certo, ele disse que estava assim por falta de dinheiro, que assaltava, mas n matava ninguém pois ainda tinha honra.


Disse também que Bogdan estava atrapalhando seus planos de lucrar com assaltos pois seu negócio impedia a passagem de pessoas pela trilha, dissemos que ajudaríamos com o Bogdan e ele pareceu muito feliz, nos mostrou sua espada de duas mãos muito bem feita, até a Brenna que era uma anã reconheceu que era un trablho bem feito para um item feito por humanos.


Rothald disse que queria explorar essas cavernas pois ouviu histórias de que há muitos tesouros aqui, que era local de moradia de uma civilização arcana muito antiga e poderosa, que desvendaram os mistérios dos deuses mortos naquelas montanhas. Depois de compartilhar tal informação selamos uma aliança e comemoramos com festa, dança e bebidas!!


Espero que tenham gostado galerinha do mal, até o próximo HISTÓRIAS DO KAHLABREZO!!!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

[Relatos] Sessões 19-21

SESSÃO 19

 Diário de João Toca e Some 

Voltamos da missão com o gosto amargo mesmo que concluída. Resolvemos o problema dos pesadelos naquela vila — e isso já não foi pouca coisa — mas o livro… o maldito livro se perdeu. Era algo que um possível aliado tinha nos pedido, e falhar nisso pesa mais do que falhar por ouro. Com tantas perdas acumuladas, não havia muito o que discutir: era hora de o bando retornar a Vale Roto. 

No caminho, ouvi a história da cidade. Vale Roto não nasceu quebrada. Porém tragédia sobre tragédia tem comedido o lugar. Quando chegamos, cada um tomou seu rumo. Eu fiquei com a parte menos confortável pra mim: lidar com um espião que havíamos contratado. Sou ladrão, sei entrar, pegar coisas e sair… mas esse jogo de informação e mentiras longas nunca foi meu forte. Ainda assim, alguém tinha que ir. 

O relato dele começou simples, mas então relatou Omar, o alquimista local, casado com uma tal de Lena, vinha frequentando um prostíbulo e que sempre voltava de lá com garrafas cheias de um líquido transparente. Uma informação que poderia vir a ser útil futuramente. Além disso, soldados da Ordem de São Aslora também apareciam por lá. Isso não é coincidência. Pedi ao espião que cavasse mais fundo. Quando coisa fede assim, é porque tem algo podre enterrado. 

Enquanto isso, meus companheiros lidavam com outro problema. Um sujeito esquisito, tremendo, olhos fundos, claramente sofrendo de abstinência. Zascol, um viciado. Ele disse ter informações sobre Zé Corote — o covarde que fugiu na última incursão. Fugir não seria problema… se ele não tivesse levado consigo o livro que tanto precisamos. 

Com a pista em mãos, traçamos algumas estratégias. No meio dos preparativos, mais uma notícia ruim: Bogda estava expandindo sua influência nos arredores de Vale Roto. Drogas circulando, gente sumindo aos poucos. Não tínhamos tempo pra enfrentar esse câncer agora. Fiz o que sempre faço nessas horas: segui em frente e garanti que minha irmã estivesse bem. 

Partimos para a estalagem indicada por Zascol. Antes de entrar, deixamos a loba de Kkalabrezo de guarda do lado de fora da caverna que supostamente levava até lá. Descemos para a escuridão confiando demais… e pagamos por isso. Era uma emboscada. Uma armadilha bem montada. 

Perdemos mais um membro valioso da família Many. A família Many era conhecida assim por haver muitos deles. Eles são encontrados por toda Samsar’oo — por onde passamos, sempre tem alguém deles — e mesmo assim, cada perda pesa como se fosse a primeira. Quando percebemos que tudo não passava de uma traição, não houve conversa. Matamos Zascol. Deixamos o corpo ali. Não por crueldade, mas como aviso: brincar conosco custa caro. 

Voltamos para Vale Roto sob um clima pesado. Naquele mesmo dia, na cidade, vimos um grupo de pessoas reunidas chorando. Quando fomos investigar descobrimos logo o motivo: assassinato. Uma jovem chamada Lisa Palmer, filha de Ernest Palmer — o homem mais rico que uma cidade pequena como essa poderia ter e que estava oferecendo uma recompensa para quem encontrasse o culpado. 

A investigação começou com Dona, que depois soubemos ser uma amiga próxima de Lisa. Ela foi cuidadosa demais nas palavras. Esquiva. Com certeza nos disse menos do que sabia. Fomos então à casa de Ernest. A família estava quebrada por dentro. Lisa era distante, havia conflitos, especialmente com a mãe, que paradoxalmente era a mais próxima dela. 

No quarto da garota, as coisas começaram a fazer sentido… ou a se complicar. Descobrimos dois casos amorosos. Um antigo, com Billy Bob Torto. Outro recente, secreto e mais perigoso, com Tonny Toresco, membro da Ordem de São Aslora. Uma trama vinha se formando. 

Por fim, partimos para examinar o corpo. Escoriações claras. Houve luta. E um hematoma na nuca, um único golpe, fatal. Frio. Preciso. 

Ainda não resolvemos o caso. Mas as perguntas estão se acumulando, e as pistas também. Vale Roto continua fiel à sua fama: aqui, nada é simples, nada é limpo, e a verdade sempre cobra um preço. 

Enquanto isso, mantenho Nix perto. O mundo anda afiado demais pra deixar ela andar sozinha. 


— João Toca e Some



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SESSÃO 20

Relato da Nixs 


Começamos a investigação do caso da Lisa Palmer com um dos suspeitos, sua amiga Donna Su, a gente foi na casa dela, né? Ai chegando lá os pais dela nos atendeu e chamamos ela para uma conversa de boas, ela se recusou a falar qualquer coisa, mas depois da minha incríveis habilidades de persuasão ela finalmente cedeu. Ela nos contou que depois do incidente da igreja, a Lisa largou a vida de acólita e passou a viver "no mundo", ela tava se cançando do Billy e tava perdidamente apaixonada pelo guarda da igreja o Tonny Torresco. Umas duas semanas antes de sua morte, ela falou que se envolveu com um homem alto, charmoso e misterioso do qual a Lisa não dizia para a Donna quem era, mas que com ele finalmente ela conseguiria o coração de Tonny Torresco (bleeergh, quanta melação 🤮 ) já que a Beatriz não lhe ajudou em nada.

Donna disse que isso era perigoso, mas Lisa disse que ela estava apenas com ciúmes e pararam de se falar com isso. Lisa ia oferecer uma poção para o Tonny beber e se apaixonar por ela. Parece que depois que a Lisa e o Billy terminaram, o Hurley que era amigo das duas, passou a consolar ela (eu acho que ele gostava dela também kkkkkk). E um dos motivos que a Lisa e o Billy terminaram foi que a Lisa tava "passando um tempo" com a Severina (🤨) , uma de suas 3 amigos do templo... (essa garota tá mais rodada que eixo de carroça 😂 ).

No caminho até a casa do Billy, a gente viu um cara só pele e osso, (pior que um zumbi) saindo da floresta e vindo em direção a cidade, antes que pudêssemos fazer qualquer coisa ele caiu no chão. Quando nos aproximamos ele já estava morto, olhos fundos, lábios gelados e tudo mais. A multidão começou a se aproximar e uma moça que se dizia ser prima do defunto afirmou que ele estava bem até ontem a noite, que era um moço forte, trabalhador e que vivia bem. Uma situação bem atípica, mas deixamos isso para depois, o clero chegou afastou o pessoal e levou o corpo para dentro da igreja para necropsia.

Continuando nossa investigação, fomos até a casa do Billy e chegando lá o cheiro de esterco invadiu nossas narinas, o pai dele o chamou e ele se apresnetou de maneira bem rude, com raiva e certa indignação, assim que falamos que queríamos algumas informações sobre a Lisa ele notou o colar no pescoço do meu irmão, assim avnaçando imediamente em cima dele, começou a dizer que meu irmão era mais um dos que dormia com ela, ficamos sem entender a situação e separamos os dois. Depois de esclarecer que meu irmão não ficava com a Lisa e que o colar foi a família que nos deu, ele se acalmou e passou a falar novamente.

Ele disse que a Lisa tava começando a se cansar dele, que começou a frequentar o prostíbulo da cidade e trabalhar lá as escondidas. Ele suspeitava que o Hurley também ficava com ela, e quando ela morreu ele foi tirar satisfação com ele e acabaram em uma briga. O Billy gostava muito da Lisa, tanto que foi até a casa da bruxa Beatrix e pediu para que ela criasse um item de proteção para a Lisa, ele pegou uma moeda, a furou e fez um colar com ela, foi até a bruxa e em troca de serviços lá ela o fez um item de proteção. Ele entregou a Lisa, porém parece que não foi o suficiente...

Chegou o final da tarde, a procissão de Lisa ia começar, agora nos restava o Tonny ou o Hurley para interrogar, no caminho a procissão vimos o Hurley e fomos falar com ele também, de início ele parecia bem frio, dizendo que não deveria falar nada conosco que não nos devia nada e que ia resolver tudo sozinho, até que a prima Robin ameaçou dizer que diria para toda cidade que foi ele que matou a Lisa (KKKKKKKKKK eu amo esse lado dela), ele logo ficou com o rabinho entre as pernas e foi começou a colaborar. Ele disse que no início se aproximou da Donna porque era afim dela, mas que quando foi introduzido a Lisa ele se apaixonou por ela, quando a Lisa se afastou da Donna ele não queria perder contato com ela então passou a seguir ela e descobriu que ela ia aos prostíbulo da cidade.

Ele tentou conversar com ela dizendo que não julgava, mas que ela deveria se cuidar e se proteger, inclusive deu a ela uma adaga élfica inquebrável para que ela se protegesse (mais um presente que no fim não serviu de nada). Hurley disse que ia ao prostíbulo investigar hoje a noite, para saber o que aconteceu, dissemos que iriamos com ele. No fim nos separamos e uma parte foi interregar o Tonny e a outra foi até a Beatrix. Chegou a noite e mesmo assim, Merlin, Lua (a loba gélida), eu e Luna (nossa nova integrante) fomos floresta adentro em busca de respostas.

Chegamos a casa da Beatrix, ela parecia meio surpresa ao ver a gente na casa dela a essa hora da noite, perguntamos sobre o Billy e seu colar e com seu jeitinho sarcástico, meio maléfico e risonha de ser, ela disse que ele tinha vindo pedir isso a ela, mas que ela não fazia isso, que no fim o garoto pôs seu coração a prova ao fazer o colar na intenção de proteger uma pessoa querida, e que no fim ele se tornou mágico por isso (uma descoberta um tanto interessante, então quer dizer que se eu puser todo meu coração a prova num desejo muito forte eu posso proteger meu irmão de algum evento? eu espero que sim, mas acho que o se pode proteger também se pode machucar...).

Perguntamos da Lisa e ela disse que a garota tinha vindo pedir uma poção ou magia que fizesse o amado dela se apaixonar por ela, Beatrix disse que não tinha nada assim, mas para não mandar a garota de mãos vazias lhe deu um pingente com um olho e duas asas, dizendo a ela que era o símbolo da Santa Linéria, a santa dos pecados escondidos. Beatriz disse que se ela fizesse um desenho do pingente em alguma parte do corpo ela seria protegida de seus pecados, contanto que o desenho não fosse apagado ou descoberto. No fim só descobrimos mais informações sobre a vida perigosa de Lisa, mas nada sobre esse homem misterioso... Beatriz disse que metade da cidade a condena por ser quem é, mas que nas escondidas todos pediam coisas a ela em segredo.

Comemos alguns biscoitos com ela e voltamos para a cidade. Chegando lá meu irmão João e a prima Robin já haviam interrogado o Tonny e ele disse que todos os guardas da igreja iam ao prostíbulo, não só ele. Ele conheceu Lisa lá, tomou uns drinks com ela mas que tinha sido só isso e nada mais, que a garota ficou obcecada com ele, que não o parava de seguir e importunar, até que um homem alto de manto e capuz passou a frequentar o prostíbulo e começou a "comprar" a Lisa pela noite toda, ficava a noite inteira com ela em um quarto e não saiam. Ele achou isso bom porque pelo menos ele tinha paz, a última vez que viu a menina ela ofereceu um drink para ele, mas ele recusou pois não estava afim de beber uns drinks com ela essa noite (e novamente, nada realmente conclusivo, tudo levava a esse prostíbulo e esse homem misterioso, meu deus oh menina pra da trabalho, eu hein 😠 😤 ). Mas ele mencionou algo interessante, parece que os guardas não estão satisfeitos com certas atitudes da igreja, e que se a gente fosse fazer algo a respeito, talvez eles nos ajudassem... interessante tal afirmação.

Deu a hora marcada e fomos com o Hurley para ele tal prostíbulo, eu, o João, Merlin, Luna, Robin, Furingo (nosso amigo lesma) e Lua, no caminho a Robin menciona despreocupadamente que a um tempo atrás o grupo tinha libertado uma succubus, nada demais. Chegando lá percebmos que tinha que pagar a entrada, ainda bem que levamos bastante dinheiro por precaução (😃), entrou primeiro os meninos depois as meninas, a Lua infelizmente teve que ficar do lado de fora esperando (não acho que permitam animais la dentro). Na entrada tínhamos que deixar nossas armas para entrar, porém não queríamos perder poder de combate, então eu e Luna fomos nos esgueirando para entrar até que percebemos que as duas estátuas do salão moviam a cabeça enquanto andávamos... muito assustador. Eu chamei atenção dos guardas fingindo ser uma menina nervosa e inocente lá (rsrsrs) enquanto Luna entrava escondida.

Nisso, parece que Luna foi notada e começou a fazer uma algazarra sendo quase capturada, até que meu irmão intervem e vai a seu resgata dizendo que era a mulher dele (KKKKKKKKKK isso foi hilário, vou tirar com a cara pra sempre por isso), parece que a prima Robin também foi ao socorro dela. Enquanto os guardas estavam distraídos eu joguei meu arco na pilha de armas e entrei só com minha nova adaga élfica (obrigada Lisa 😘) no que parecia ser um salão de espera para os casais irem aos quartos.

Lá vi o Hurley (amigo ruivo e aprendiz de ferreiro de Lisa) meio sem saber o que fazer, ele deve ter escutado a algazarra, o senhor Merlin meio envergonhado e ansioso? N sei bem o porque, mas parecia meio animado, e o nosso espião o Lobo da Noite, que havia sido mandado para lá para investigar o prostíbulo. Vou tentar entrar em contato com ele sem estragar a missão dele, saber das informações que ele adquiriu até o momento e ver se são úteis para nós no momento.


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SESSÃO 21

Relato da Nixs



Voltando de onde paramos, a Luna parece que foi agarrada por um dos guardas quando meu irmão e a prima Robin chegaram, antes que eles pudessem fazer alguma coisa a Luna atirou uma flecha no guarda que a segurava e parece que foi fatal, em cheio na testa que ele morreu na hora. Nisso os outros guardas foram logo em cima dela e eles cravaram suas espadas nela, deixando ela empalada a beira da morte, meu irmão João vendo que a situação não estava favorável disse que se confundiu e que não era sua esposa, os guardas pegaram a Luna que agora sangrava bastante e a levaram para fora, jogaram-na no chão e perguntaram se a Robin estava com ela, dizendo que se quisessem que curassem ela tinham que pagar uma compensação pela morte do amigo (mentira, só queriam dinheiro fácil 😠 ) Robin não tinha esse dinheiro e quando foi tentar Luna alegando não estar associada a ela e sim somente querendo ajudar uma mulher como ela, os guardas disseram que se ela fizesse isso ia sofrer o mesmo, e assim nossa amiga Luna morreu...


Bom, como eu dizia anteriormente, fui falar com o nosso espião e ele disse que não tinha aceito nenhum serviço das garotas então não sabia o que acontecia quando se ia com uma delas, mas ele disse que esse serviço aqui fui criado por um cara chamado Rufus, que ele cuidava de um negócio no sul, mas Bogda apareceu e dominou o mercado de drogas por lá então ele se recuou para cá e aqui ficou. Enquanto conversávamos, Merlin que tinha pedido um serviço das garotas foi chamado, e quando ele voltou parecia fraco, mas extremamente feliz ele disse que desceu e lhe ofereceram uma bebida e logo foi apresentado a uma menina muito bonita, ele teve uma noite maravilhosa e não se lembra de muitos detalhes, mas tem certeza que a bebida tava batizada com um tipo de poção de encanto. (meu deus cara, não sabia que o Merlin era safado assim 😦 acho que ele usou a missão como uma desculpa, mas não tenho como provar... pelo menos ele nos trouxe informações úteis)

Enquanto estávamos todos numa mesa conversando sobre, a prima Robin decidiu falar com o bartender e perguntar se eles conheciam alguém que era capaz de fazer uma pessoa ficar perdidamente apaixonada por você, o bartender olhou ao redor, perguntou se era para todos do nosso grupo e prima Robin disse que sim, então ele nos guiou até a parte de baixo onde as pessoas eram levadas para terem seus serviços de prazer. Ficamos sentados num sofá esperandonos levarem ao dono do local e assim fizemos, quando fomos levado a sala vimos que era enorme, com uma grande piscina borbulhante no meio (parecia que tava fervendo) e vários vidrais de diversos tipos de pecados ao redor, como assassinato, roubo, luxúria e etc, até que emergindo da piscina aparece uma moça extremamente bela com uma voz encantadora. A prima Robin pareceu reconhecer quem era na hora, e a moça disse: "olha só se não é minha salvadora!" e como suspeitávamos, o prostíbulo era comandado pela succubus que o anigo grupo tinha libertado de um lich.


A succubus se chama Baltoplat, nós perguntamos se ela conhecia o cara estranho de capuz e Lisa Palmer, e ela disse que conhecia ambos, Lisa era uma de suas aprendizes, e que só podia se tornar uma aprendiz quem fosse devoto a ela assim aprenderiam a como roubar vida de seus clientes, Lisa era uma ótima garota, mas ela cometeu um erro pois as bebidas especiais contendo Enfeitiçar Pessoas era para se dar a clientes especiais, como aventureiros fortes e usuários de magia e ela acabou oferecendo a um mero guarda e no fim ainda bebeu a bebida por acidente, se apaixonando pelo guarda por engano, depois disso Baltoplat a expulsou, mas ela disse que o cara realmente comprava os serviços da menina com frequência e parece que ele prometia a ela que ficaria com o guarda. O cara parecia ser alguém versado em magias e agia estranho com frequência, perguntamos se ela sabia onde ele morava e ela disse que ele morava mais ao leste da floresta, perto da casa da bruxa Beatrix.

Com essas informações em mãos, estávamos prontos para ir embora, a succubus disse que tinha uma rede de informações muito grande e que se precisássemos da ajuda dela com algo que era só pedir já que éramos os salvadores dela (no caso a prima Robin era, que sorte a nossa ela ter vindo junto), eu aproveitei sua boa vontade e perguntei se ela tinha ideia do que era aqueles rastro de lama mágica e sons estranhos que o povo da cidade escutava e via, ela disse que isso era obra de seu antigo sequestrador, que quando estava presa tinha visto alguns goblins de lama por lá, mas não tem noção de quanto tem. O lich estava recuperando suas forças, perguntei se ela nos ajudaria a enfrentar ele caso chegasse a hora e ela disse que só quando estivesse 100% fortalecida novamente, mas que contava com nossa ajuda para algumas coisas também, com isso saímos do prostíbulo.


Ao sair, decidimos que era melhor irmos pela manhã pois estávamos cansados e era muito tarde da noite, a floresta continha mais perigos então assim fizemos, e logo pela manha fomos em direção a casa desse cara, com o nosso novo amigo Hurley acompanhando. Seguimos caminho pela floresta até que escutamos um som de rodas, nos escondemos e vimos um grupo de goblins carregando uma carroça com várias frutas, eles pareciam ir a algum lugar, mas decidimos não interferir para não atrapalhar a missão. Chegando na casa parecia uma cabaninha bem humilde e acabada, cheia de teias pelos locais, apanhadores de sonhos e outros enfeites, e um cachorro muito magro e desnutrido amarrado a uma corda. Como o cara era versado em magias, resolvi beber a poção de Detectar Magia que carregava para saber se havia alguma armadilha mágica, e não tinha, o cachorro se levantou como se sentisse nossa presença depois se deitou de novo, então montamos um plano de aproximação. Merlin ia chegar e fingir ser um senhor perdido pedindo instruções com um mapa falso, quando a oportunidade fosse boa a prima Robin ia castar Sono para ele dormir.

O plano parecia ótimo (se desse algo errado era só improvisar 😝 ), botamos o plano em ação, a medida que se aproximava o cao começou a latir, Merlin chamou pelo homem e ele logo apareceu abrindo só uma fresta da porta, Merlin explicou a situação que estava perdido e não tava sabendo ler o mapa, o homem acalmou o cachorro e deixou Merlin se aproximar sem preocupação (parece que ele tinha caído direitinho hehehe) mas quando a prima Robin começou a castar sono ele reagiu rapidamente e trancou a porta, sem visão do alvo ela e Merlin não podiam castar nada nele... nesse momento eu pensei rapidamente em tocar a flauta de sono e mandei o pessoal se afastar ou tampar os ouvidos, coloquei a pulseira de pedra brancas para não escutar a música e toquei a flauta, quando terminei a música, Merlin que estava ao meu lado caiu no sono, junto do cachorro, as galinhas lá atrás, escutei um baque de dentro da casa e ao abrir vi que o caro tinha dormido também.


Não perdemos tempo, amarramos ele para que não castasse nenhum feitiço e que pudessemos levá-lo ao senhor Palmer vivo, sobre o efeito da poção comecei a procurar coisas mágicas na casa, e o máximo que achei foi o grimório dele, junto de vários pergaminhos meio errôneos que pareciam de anotação já que não possuiam magia. Meu irmão achou um alçapão debaixo do tapete e ao entrar nele vimos um corredor, que no final tinha uma sala extremamente fedida com cheiro de cadáveres podres, com galinhas, ratos e outros bichos, a magia tinha acabado então não vi se tinha mais algum item mágico, mas pelas anotações parecia coisa séria. Lá atras tinha as galinhas e uma gaiola coberta com um pano, quando tiramos o pano nos deparamos com criaturas horríveis de se descrever, tinham asas de morcego, o dobro do tamanho de um pombo e tinha um "bico" de mosquito... completamento horrendos, matamos e nos livramos deles, acho que ninguém ia comprar uma coisa dessas, enfim, fizemos nosso caminho de volta para a fazenda Palmer arrodeando a cidade.

No meio do caminho ele até acordou, mas a prima Robin deu uma cotovelada nele que ele caiu na hora (kkkkkkkkk). Chegando na fazenda, o senhor Palmer nos levou a um porão reservado e lá soltamos o Cara, que esqueci de mencionar anteriormente, mas descobrimos que ele se chama Justino, enfim, Justino disse com orgulho e em alto e bom som tudo o que fez, que foi contatado pelo seu mestre o fantasma do senhor Windler, que ele era o escolhido para trazer ele de volta, que o anjo da morte ia cair sobre a cidade e blablabla, que Justino aprendeu magia a partir dele e que foi atrás da garota pois para trazer o Windler de volta precisava sacrificar 5 almas puras e as porta em direções que formassem uma estrela de 5 pontas, com a nossa mansão no meio (acontece que no mausoléu da mansão tem a múmia do Windler ainda... porque essa galera ainda não se livrou disso??! Meu deus, que loucura!) ele conheceu a garota e ela era o alvo perfeito, mesmo que seu corpo não fosse puro sua alma era.


Depois que ela foi expulsa do prostíbulo ele prometeu ajudar ela com seu amado, mas durante o processo ele tentou castar Enfeitiçar Pessoas nela só que a magia falhou e a garota saiu correndo, ele correu atrás dela e como ela resistiu muito, ele a matou de uma vez e a pendurou em um dos pontos, finalizou dizendo que não se arrepende de nada e que a morte não o assustava, já que seu mestre considerava a morte algo extraordinário (achava tão extraordinário e no fim queria voltar a vida? Que ironia). O senhor Windler com a cara apática e devastada disse que a partir daqui ele que resolvia as coisas, nos deu a recompensa e ficou com o Justino lá embaixo, aproveitei e devolvi a pulseira da filha, já que era uma lembrança dela. Com isso finalizamos o caso de Lisa Palmer, fomos ótimo detetives, não é mesmo 😉 ? Ganhamos muita experiência de vida com essa aventura, vimos a necessidade de ficar mais forte então eu e a prima Robin fomos treinar, e mandamos o espião procurar o zé Corote. Até mais 👋 !

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

[Guia] O que você precisa saber para jogar em nossa campanha

Seja bem vindo ao guia básico do que esperar de nosso jogo! 

Novato ou veterano, a leitura desse texto é pré-requisito fundamental para participar de nossa campanha. 


um aventureiro selvagem surge...



MAS POR QUE EU PRECISO LER ISSO?

Depois de lidar com algumas situações singulares, percebi a necessidade de comunicar de antemão nossa proposta para que as expectativas estejam alinhadas e não ocorra frustrações.  

Nosso jogo segue uma proposta de estilo e cultura de jogo que têm influências diferentes de jogos narrativos e das edições atuais de Dungeons and Dragons. Seguimos uma cultura de jogo voltada mais para os jogos Old-School (ou OSR), embora tenha nossas próprias particularidades que poderão ser sentidas em mesa. 

  • Leia atentamente e considere se nossa proposta se enquadra no que você espera do jogo. 
  • Se tiver dúvidas, pergunte sem medo. 
  • Caso não seja do seu gosto, sinta-se livre para desistir de participar.


1. Objetivos do Jogo

O que os personagens buscam?

Caçar tesouros. A principal forma de evolução dos personagens se dá por tesouro conquistado. 1 Peça de Ouro = 1 XP. 

Viver a aventura. O jogo foca na aventura e na exploração do cenário. Os personagens são, em primeira instância, aventureiros e buscar a aventura é sua motivação a priori. 

Explorar lugares fantásticos e misteriosos. A exploração é um dos focos principais do jogo. Nos reunimos semanalmente para saltear tumbas, invadir templos perdidos, visitar ruínas misteriosas, investigar povos fantásticos e descobrir seus segredos. 

Impactar o mundo de jogo. Os personagens se aventuram pelo mundo buscando riquezas e recursos para ganhar influência e impactar o mundo da maneira que desejarem, fazendo aliados e inimigos pelo caminho. 

Princípios

Desafio, risco e recompensa. O desafio tem prioridade no jogo old-school. Não existe almoço grátis. Não existe jogo fácil ou difícil, existe desafio superado ou não. Quanto maior o perigo, maior a recompensa. 

Respeito à agência dos jogadores. As ações dos jogadores importam. Eles são livres para estabelecerem os objetivos de seus personagens e buscar pela aventura da forma que quiserem. E os desafios podem ser resolvidos da maneira que bem entenderem.

Narrativa emergente. A história do jogo é o que acontece enquanto jogamos. Não se preocupe  com backgrounds elaborados para os seus personagens. A história dele será o que acontece durante as aventuras.

Jogo de gestão de recursos. Cada item importa, assim como a gerência da carga e movimento do seu personagem. Esse aspecto é parte do desafio e, portanto, parte do jogo. Não existe inventário quântico.

O QUE NÃO BUSCAMOS NO JOGO:

Jogo de Festinha Mágica. Não nos reunimos para um baile de personagens estranhos e peculiares que focam em qualquer outra coisa que não buscar a aventura. Não é jogo de namorar a taverneira, bancar o esquisitão gótico do canto da sala, fazer esquisitices e piadas pra chocar a mesa ou ser merdeiro. É jogo em que o grupo está focado em ser eficiente e cooperativo. 

Jogo focado em narrativa predefinida ou personagem. O foco do jogo é a aventura, exploração, superação de desafios. Não existe um plot predefinido, ou cenas que irão "levar a história para frente". O que existe é o mundo de jogo, facções, inimigos, aliados, lugares fantásticos para serem explorados e as consequências das decisões dos jogadores.

Roleplay pelo roleplay, ou roleplay vazio. Os sentimentos do seu personagem não importam para a aventura. Roleplay deve surgir quando necessário, em negociações, disputas, diplomacia, investigação. Monólogos sem propósito apenas atrasam o andamento do jogo e roubam um tempo precioso que poderia ser gasto interagindo com o mundo de jogo. 

A forma como você vai superar o desafio é prioridade e não os sentimentos do seu personagem. Se tiver que escolher entre a ação mais eficiente e a mais dramática, escolha a mais eficiente. Atitudes prejudiciais ao grupo que podem ser justificadas a partir de falas como “Isto é o que o meu personagem faria!” devem ser evitadas em prol do sucesso do grupo. Isso não significa que você não possa desenvolver as características, personalidade e sentimentos do seu personagem, é só manter em mente que, como os desafios são muitos, isso não deve ser algo que venha a atrapalhar o grupo, por exemplo.

2. Deveres do Jogador.
  • Buscar pela aventura.
  • Cuidar dos registros de sua ficha com zelo para que não atrapalhe o andamento do jogo quando for necessário consultar algo. 
  • Investigar; interagir com o mundo; não esperar que o mestre traga de bandeja até você algo que te interesse. 
  • Não roubar o tempo da mesa com deliberações infinitas e vagas sem uma decisão real. 
  • Respeitar a palavra final do grupo e do mestre. 
  • Respeitar os membros da mesa, evitando qualquer tipo de preconceito
  • Ser eficiente. 
  • Ser responsável pela sua própria diversão. 
  • Ser mente aberta, personagens morrem com frequência então não fique triste ou culpe o mestre, é esperado mortes na vida de aventureiro então bola pra frente.
  • Ser cooperativo e não colocar o grupo em risco apenas para zuar a mesa (o famoso merdeiro...). 
  • Ser compromissado, participar das sessões e quando não puder avisar com antecedência.
  • Tomar decisões e se responsabilizar por elas. 
3. Deveres do Mestre de Jogo
  • Articular o mundo de jogo, aventuras e desafios e seus devidos registros.
  • Arbitrar de forma justa e imparcial o mundo de jogo, sem favorecer ou prejudicar o grupo. 
  • Ser consistente com as arbitragens de regras. 
  • Ser compromissado, zelando pelo andamento das sessões e, quando não puder, avisar com antecedência.
  • Respeitar as decisões tomadas pelo grupo. 
  • Respeitar os membros da mesa, evitando qualquer tipo de preconceito.
  • Prezar pelo bom convívio do grupo e adjudicar situações de conflito.  
OBS.:  O papel do Mestre não é contar uma história, divertir os jogadores, ou fazê-los com que tenham sucesso, muito menos estabelecer arcos narrativos individuais ou beneficiar escolhas que sejam narrativamente mais dramáticas.


4. Regras da Mesa

Regras gerais da mesa e do servidor. 
Qualquer uma das faltas apontadas abaixo será advertida uma vez. Se persistir no erro, o jogador será expulso. 
  • Respeite a todos. 
  • Nenhum discurso de ódio será tolerado. Piadas, ofensas e ataques à minorias não são permitidos.
  • Evite provocações, polêmicas desnecessárias e passivo-agressividade. Estamos aqui para jogar.
  • Não fazer apologia a qualquer crime hediondo.
  • Ghosting, faltas sem aviso, descompromisso com as regras da mesa, atitudes problemáticas não serão tolerados.
5. Influências de Estilo

Se você é novato no RPG, não se preocupe tanto com essa parte. Deixe essas leituras para depois. 
Aos já iniciados, aqui vão algumas dicas de leituras que influenciam o estilo de nossa campanha:

Muster, a primer for war, de Eero Tuovinen
Dust Digger, blog com textos diversos e traduzidos sobre jogos oldschool. 


domingo, 28 de dezembro de 2025

[Sessão 19] Uma bruxa possuída e alguns itens mágicos

Última sessão do ano, serei breve, uma vez que esse registro está atrasado talvez umas duas semanas e a memória já começa a confundir as coisas. (Prometo que o próximo ano terá relatos melhores das sessões, e mais organizados). 


Vamos em bullet points:

- 7 jogadores compareceram para a sessão. 7 CABEÇAS. É uma dinâmica completamente diferente de uma sessão com 3 ou 4, em que o ritmo fica mais cadenciado e as interações mais próximas. É como uma raid, um assalto com força total. 

- Itens mágicos e armadilhas não telegrafadas. Um livro com uma runa que simplesmente explodiu a cabeça de uma personagem. Armadilhas injustas é uma tradição um tanto quanto esquecida pela OSR atual, e por um motivo justo. Telegrafar uma armadilha é uma arte sutil, mas às vezes não tem como impedir um jogador de simplesmente apertar o botão.

- A "criatura final" da dungeon era uma menina morta viva e possuída. A esse ponto o grupo já tinha habilidades e experiência suficiente para lidar com algo do tipo sem sofrer nenhum revés. Como imaginei, o encontro foi tranquilo. Ponto para o grupo. A pior coisa que um mestre pode fazer é ficar alterando desafios superados no meio do jogo em nome da "emoção", é retirar completamente o peso das boas decisões. Cedo ou tarde, decisões ruins serão feitas e o problema cobra seu preço. 

- Encontraram 4 itens mágicos super estranhos e poderosos em 4 baús trancados. Percebi que preciso ajustar minhas arbitragens de investigar armadilhas em baús, foi tudo meio solto. Salvo situações específicas, armadilhas em baús precisam ser algo específico, atrelado à perícia (como é o ladrão do b/x). Do contrário o jogador decora um script que ele repete em todas as situações para resolver a situação. 

- Um dos itens transformou um dos personagens em uma lesma. E ela instantaneamente se tornou um pet do grupo. 

- Em geral, apesar do tamanho do grupo, houve decisões estratégicas e objetivas. A figura do líder fez toda a diferença, algo que passarei a usar de forma mais assertiva. 

a bruxa possuída que só queria dar uma volta

A dungeon não foi completamente explorada, mas a quest principal foi cumprida. A última quest no estilo videogame que terá nessa campanha (do tipo npcs com setas na cabeça falando "ei, aventureiro, me ajude"). 


Depois escrevo uma retrospectiva das 19 sessões. Muitas reflexões e aprendizados... Mas sinto que, finalmente, o jogo está tomando, pelo menos de leve, o estilo que eu procuro... 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

[Sessões] 16 a 18 - Investigando a torre da bruxa hipotética

Síntese dos últimos acontecimentos:

Dia 10 a 15, mês 2, ano I da campanha

- Os aventureiros chegam na vila de Pedra Cansada. Um lugar tranquilo, com camponeses velhos e um velho bêbado. 
- Conversam com Marcolino, um jovem recém chegado na vila que parece ter muitos contatos. Ele vive no moinho da cidade, mas está interessado nos segredos e ruínas da região de Samsar'oo. Recruta os aventureiros para pegar um tomo que reside na torre. 
- Primeiro incursão na torre: morre Soraya Safadeza para duas aranhas gigantes. Os personagens descem e encontram Erzbezeniac, um carniçal feiticeiro e restauram sua perna perdida com um pedaço de madeira. 
- Lionardo, um aventureiro profissional da guilda dos Aventureiros de Velásquez, se junta ao grupo. Perece, porém, ao enfrentar carniçais. Ele tinha uma carta que apontava ter sido enviado por Marcolino para avaliar o grupo. 
- A incursão procede com o grupo encontrado o Tomo de Ephiseus, um manual sobre como fazer carniçais através de um rito particularmente bizarro. 
- Encontram mais uma patrulha de carniçais, dessa vez não tiveram tanta sorte. Falece Jonas, um dos membros originais do grupo. A loba de Kahlabrezo e Brenna ficam paralisadas. 
- Zé Corote, contratado do grupo, foge da masmorra temendo o pior. Leva com ele o tomo. 
- O grupo retorna para a vila, envia os sobreviventes que precisam de recuperação para Vale Roto. 
- O grupo espalha cartazes oferecendo uma recompensa para encontrar Zé Corote. 
- Segunda incursão feita na torre: são interceptados por um Pudim Negro no teto. Morre Mona, a guerreira. O restante foge em frangalhos. 


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Diário de João Toca e Some [Sessão 28]

 Diário de João Toca e Some  Sessão 28 O mago falou o suficiente. Disse que estavam indo para Fortaleza, que ainda não tinham nada por lá e ...