Diário de João Toca e Some
Ouvi o relato do que aconteceu na estrada antes de eu assumir a frente. Disseram que foram atacados sem aviso, um grupo organizado, sem intenção de roubar queriam matar. Conseguiram vencer e deixaram um vivo. Ele foi interrogado e revelou um caminho, um possível esconderijo ou ponto de encontro. Depois disso, foi morto por Kalabrezho, sem mais utilidade. Brenna não aceitou aquilo. Disse que não fazia parte de um grupo que agia daquela forma e foi embora. O corpo foi enterrado às pressas, mal coberto, como se quisessem esquecer rápido demais o que tinham feito.
Foi nesse ponto que entrei.
Decidi que não podíamos esperar o próximo ataque. Voltamos, organizamos o que tínhamos e traçamos uma emboscada com base na informação que haviam conseguido. No caminho, já sob a noite, encontramos a cova revirada. O corpo não estava como deixaram. Aquilo bastava para qualquer um recuar, mas seguimos mesmo assim. Cercamos a cabana indicada e a loba de Kalabrezho confirmou: apenas um homem lá dentro. Aproximei sozinho, pela lateral. Pela fresta da janela vi que dormia. Não havia motivo para complicar. Abri o suficiente, puxei a flecha e encerrei aquilo ali mesmo, rápido e limpo.
Entramos depois. Vasculhamos tudo. Encontramos uma carta com indicações do restante do grupo e sinais de que havia algo maior por trás. Apagamos nossos rastros e decidimos esperar. Ao amanhecer, outro apareceu. Entrou na cabana, percebeu o que havia acontecido e tentou fugir. Não conseguiu. As flechas o alcançaram antes da estrada terminar para ele.
Voltamos para a mansão, mas o resto do seu grupo na cidade já começava a se mover contra nós. Descobrimos que havia gente perguntando sobre o grupo. Meus companheiros encontraram a estalagem onde um deles estava hospedado, subornaram o dono e invadiram o quarto. Limpo demais. Resolveram então deixar um desafio, um convite direto demais para o meu gosto. Preferi não participar disso. Fiquei na estalagem, observando, esperando como sempre faço.
Quando ele chegou, parecia um homem comum demais para o que suspeitávamos. Bem vestido, educado, sorriso fácil. Cumprimentou a todos. Quando leu a carta, houve uma pequena falha, apenas por um instante, mas logo recompôs a máscara. Pagou e saiu. Eu saí logo depois. Segui de longe e, no caminho, paguei uma criança para avisar os outros de que ele não iria ao encontro e indicar a direção que estava tomando.
Segui por horas até que ele chegou a uma caverna, onde encontrou mais dois homens. Todos preparados. O sorriso dele já não existia mais ali. Havia algo errado, algo mais profundo do que simples mercenários. Não era luta para um homem só, então voltei.
Encontrei o grupo no caminho, já alertados. Decidimos agir juntos. Retornamos e aguardamos o melhor momento, mas ele não veio. Eles não pretendiam ficar. Saíram em deslocamento e tentamos interceptá-los. Dessa vez, não fomos silenciosos o bastante. Eles perceberam.
A luta foi dura. Muito mais do que deveria ser. Eram fortes, organizados, preparados para algo maior do que simples emboscadas de estrada. Quase perdemos alguns dos nossos, mas no fim, vencemos.
E desta vez, deixamos um vivo.
Um mago.
Agora ele vai falar. E pensar que tudo isso só começou com um velho bêbado que fugiu com um livro que nos pertencia. Colocamos o preço na cabeça dele alto o bastante para atrair atenção demais. Esse grupo tentou nos enganar, usando um bucha para nos levar a uma armadilha. Nós vimos através do truque, matamos o desgraçado e deixamos um recado. Eles entenderam. E vieram cobrar.
E foi assim que deixamos de ser presa e nos tornamos a armadilha.
Histórias do Kahlabrezo:
Iae galerinha do meu coração, tudo joia com vocês?!? Se preparem, pois temos uma uma edição de HISTÓRIAS DO KAHLABREZO!
A história de hoje começa onde terminou a última, nosso amigo mago abriu o bico e nos disse que o ainda tinha 4 integrantes que estavam em Vale Roto esperando a gente, um guerreiro e seu fiel guarda costas, um clérigo e um outro mago, pelo o que ele disse o guerreiro foi intitulado um Herói e tinha um irmão que era um príncipe de algum lugar (parece q ele tbm era um Herói), tem seu fiel escudeiro que não parecia ser grande coisa, o clérigo de um deus dos vermes muito estranho e sinistro que tinha o título de Pároco _(parece ser algo muito alto na hierarquia da religião, não manjo muito disso)_ já o mago era muito misterioso, não se tinha muitos detalhes dele então não sabíamos o quão forte era.
Bom, ele nos disse essas informações todas e nos guiou até onde estavam ficando, para ir na surdina foi só eu e a Lua para investigar mais de perto, chegando lá tinha uma casinha pequena de madeira com uma mula e um homem grande e careca escovando seu pelo, eu voltei e contei ao pessoal e parece que esse careca era o escudeiro do Herói da trupe. Como ele não tinha mais utilidade eu apontei para o nada e disse: "o que é aquilo?!" Assim que ele se virou eu cortei a garganta dele, ele caiu no chão se afogando no próprio sangue com uma cara de surpresa como se tivesse sido traído _(mas que ousadia, eles que queriam matar a gente, montaram até uma emboscada para nos pegar de surpresa e ele ainda tem a pachorra de ficar surpreso?)_.
Enfim, depois de finalizar o cara a Brenna ficou muito puta comigo, dizendo que não era assim que se resolvia as coisas, que a gente tinha prometido a ele que depois de nos contar tudo o deixaríamos vivo e os levaríamos as autoridades, mas nesse mundo de aventureiro quem em sã consciência deixaria alguém que tentou de matar vivo? Só pra dar uma segunda chance?
Eu tentei argumentar com a Brenna, mas ela parecia impossível de conversar, se virou e foi embora para casa... o clima ficou meio merda, não queria "ficar de mal" com minha única amiga não humana do grupo, depois que o Jonas e o Vê de Longe se foram só sobrou nós 2...
Bom, quando 1 não quer 2 não conversam, então seguimos o roteiro e planejamos como lidar com aqueles caras, fomos para casa e voltamos de tarde, o João Toca e Some veio com a gente. Ficamos de tocaia esperando algum sinal de pessoas vindo da casa, até mandei a Lua farejar ao redor, mas só tinha um cheiro na casa e o resto parecia seguir para Vale Roto. Planejamos tacar fogo na casa e acabar com todos eles assim, mas quando descobrimos que só tinha um mudamos a estratégia, mandamos João ir furtivamente na casa e vê quem estava lá e assim ele foi, ele entrou pela janela e depois de alguns minutos deu um sinal para entrarmos.
Dentro da casa tinha várias coisas de aventureiros, arcos, armas, bestas, ração, dinheiro, e em um dos quartos deitado na cama como se estivesse dormindo tava o cara careca com uma flecha bem no meio da testa. Vasculhando encontramos 2 corvos em gaiolas e uma carta não finalizada dizendo que os corvos eram do "Forte". Não entendemos a princípio, mas suspeitamos que tivesse haver com as cavernas do Caos.
Saímos da casa como se nada tivesse acontecido, voltamos a floresta e esperamos o momento certo deles voltarem. A noite passou, o dia estava amanhecendo quando um moleque apareceu e entrou na casa, pela aparência parecia um contratado, aqueles caras eram espertos e não voltaram _(aliás, enterramos corpo do maguinho X9 e capturamos, mas foi de maneira muito porca, quando voltamos de noite a vala estava revirada então achamos que eles descobriram a morte do amigo)_ o moleque assim que viu o corpo na cama xingou e saiu correndo, só pra receber uma saraivada de flechas.
Com isso voltamos a cidade e fomos descansar, perguntamos a alguns moradores se eles viram o restante da trupe.
Felizmente eles viram, comentaram que estavam na estalagem, chegando lá a Lua sentiu um cheiro indo pro templo e dois indo pro Sul. Entramos na estalagem, perguntamos ao dono sobre os caras e ele disse que estavam ficando lá sim, mas só o Clérigo estava pagando o quarto ainda, pedimos para entrar no quarto dele, mas ele se recusou até a Robin mostrar uma moeda de platina que o fez mudar de ideia completamente _(parece que teremos um aliado de negócios no futuro hehehe)_.
Vasculhamos o quarto e estavam perfeitamente limpo e impecável (melhor até do que o dono da estalagem deixaria normalmente) mas não achamos nada de útil, pensamos em ir embora e procurar o resto, até que a Robin pediu pro dono entregar uma carta de desafio para o Clérigo dizendo pra se encontrar na parte Sul da cidade para um 1x1 (obviamente não era um 1x1) mas assim fomos esperar na parte Sul da cidade enquanto o João esperava na área de taverna da estalagem o retorno do clérigo para observar seus movimentos.
Esperamos várias horas até que um cara estranho veio correndo até nós dizendo que o João tinha mandado ele nos avisar de seguir até a saída da cidade e procurar na trilha do leste, e assim fizemos, subi na minha loba e o resto foi correndo a mil. Chegando lá vimos o João esperando na mata observando um ponto de luz a distância que parecia ser uma fogueira, e ao redor dela os 3 meliantes da trupe Víboras Fantasmas, o João disse que o clérigo era muito carismático, todos gostavam dele e ele dizia adorar um feus do sol sendo que sabíamos que era um dos vermes, quando leu a carta sua expressão ficou sombria e voltou a sorrir no mesmo instante para manter a máscara.
Como os inimigos eram fortes planejamos atacar a distância e furtivamente de surpresa, o que não deu certo, eles nos perceberam e começamos a lutar, foi flecha pra tudo quanto é lado, eles entraram em formação para defender o seu mago, lançamos feitiços, botamos o mago pra dormir, o guerreiro rushou até a gente e meu deus...
Derrubou um dos nossos clérigos mais bem armadurados num só golpe, o mago que contratamos correu de medo, depois a Robin deu uma saraivada de dardos mágicos no clérigo que ficou só a capa da gaita, o guerreiro veio e derrubou mais um dos nossos clérigos. Minha Lua soltou uma baforada de gelo no clérigo, mas foi tão fraca que parecia estar com dor de garganta, a mão do clérigo ficou cheia de energia escura e ele parecia querer tocar nossa contratada ChaChai, que finalizou ele com um flechada só.
E quando tudo parecia perdido, nosso amigo Merlim castou Luz na cara do guerreiro que ficou cego e não podia fazer mais nada além de se render... quando se rendeu ele disse que foi um erro se meter com a gente, que éramos realmente muito fortes e coordenados, tentou até barganhar sua própria vida com suas habilidades de espada, dizendo ser muito forte e que seria muito útil para nós, recusamos sua oferta e ele só pediu pra ser morto como um guerreiro, por uma espada e sem dor, assim eu o fiz peguei minha espada Sangue de Pombo e o decapitei... um grande herói realmente. Amarramos o mago e finalizamos aí.
Então galerinha, o que acharam dessa história? Cheia de reviravoltas né? Eu sei, só conto coisa boa por aqui. Então, até a próxima edição de HISTÓRIAS DO KAHLABREZO!!! BYEBYE!
Diário da Nixs Bate e Some:
Bom, hoje foi mais um dia tranquilo como qualquer outro, tirei meu tempo para descansar em casa enquanto o resto do pessoal se aventurava mundo afora, a Brenna chegou em casa meio brava, ela tinha saído com o pessoal para explorar umas cavernas, acho que algo aconteceu, mas eu que não vou perguntar. A galera chega e meu irmão sai para ajudar eles, chega tarde da noite e eles voltam cheio das coisas, uma capa cheia de estrelas, espadas, armaduras, um grimório, um escudo bem peculiar, uma varinha e várias poções, parece que o loot foi grande dessa vez _(aaaahh que inveja, eu queria muito aquela varinha! Pena que só magos podem usar...)_. Eles tiram uns 10 dias de descanso e resolvem ir para uma casa da moeda explorar uma parte que deixaram para trás, dessa vez eu acho interessante e me ofereço para participar, acho que vai ser bom para meu desenvolvimento _(e estamos apertados de dinheiro, então precisamos disso urgentemente, e que lugar melhor para achar dinheiro que uma casa da moeda? né não?! 🤑)_.
Na viagem vai eu, meu irmão João, o tio Merlin e uma nova integrante chamada Mina, parece que ela é irmã da falecida prima Mana... *(F prima Mana)* enfim, além de 3 contratados o clérigo Juventino, a especialista ChaChai e o guerreiro Binho, a gente passou na caverna para abastecer com uma tal água curativa que tem lá e depois fomos à casa da moeda. Lá entramos por um meio alternativo e chegamos logo na parte de masmorra, o cheiro podre de ratos e cocô me lembrou dos meus tempos de pit fighter e quando eu morava nas ruas com o João, que nostalgia. Todo canto que a gente ia tinha uma bifurcação, parecia um ninho de ratos, quase um labirinto, até que chegamos em uma parte escavada e não natural da caverna. Andando sempre com cuidado, fomos explorando aos poucos e descobrimos várias pegadas pequenas como se o Kahlabrezo tivesse se multiplicado e andado sem parar por ali, eram goblins. Seguindo adiante vimos uma dupla de goblins em guarda.
Eles ficaram surpresos em nos verem então atacamos de surpresa, o meu irmão e a ChaChai os finalizaram em uma só flechada, eu não acertei porque minha mão tava suada, só isso! Enfim, parecia que eles estavam monitorando uma escadaria que dava para o topo dessa masmorra, subi lá e vi que dava para o lado de fora. Voltando, seguimos para baixo e notei que ao decorrer desse lugar havia vários portais com imagens de deuses ou santos, umas coisas assim meio bizarras, os clérigos do grupo devem entender melhor disso. Assim que abrimos uma das portas ouvimos um barulho de várias vozes fininhas como as de goblins junto a de uma voz mais grossa, que de acordo com as pegadas que vimos no caminho para cá suspeitamos ser um hobgoblin, ao abrir a porta vimos que era realmente isso, começamos o combate e obviamente levamos a melhor, o hobgoblin usava um machado de osso bem polido, acho que um bom colecionador ia apreciar isso.
Adentrando mais o quarto vimos uma sala com um trono de lama e ossos muito feio, junto de vários murais de clérigos abençoando armas de seus guerreiros, e do lado do trono um baú de ossos, verifiquei que não tinha nenhuma armadilha e quando abri vi que tinha 5k de moedas de prata, tipo???!!! Isso é muito dinheiro! Não perdemos tempo, levamos para cima e deixamos com a mula. Voltamos, e andando mais um pouco descobrimos uma sala cheia de murais, com duas fontes vazias de água benta e duas criptas, uma com coisas que parecia ser de um clérigo e outra só com ossos e uma caveira, entramos na do clérigo e descobrimos que era de um santo chamado São Ulther, mas não tinha nada demais. Pouco antes de abrirmos a outra cripta do nada apareceu 6 esqueletos, a Mina usou seu símbolo sagrado e fez os 6 fugirem, mas assim que fugiam a ChaChai, meu irmão e eu acabamos com metade deles num piscar de olhos hehe 😎 . Quando abrimos a cripta em si um cheiro podre maior que o normal daqui invadiu o ar e de dentro dele saiu um zumbi com uma cota de malha e uma adaga no peito.
Metemos flechada nele, mas por ter sido muito de surpresa e ele estar muito perto, umas erraram e outras não foram tão eficientes, enquanto isso o zumbi atacou o Juventino e lhe deu uma mordida fuderosa entre o ombro e o pescoço dele que o deixou caído no mesmo instante, assim que ele caiu finalizamos o bicho e cuidamos do Juventino. Vendo sua situação resolvemos parar por ali mesmo, levar ele para casa descansar e levar os espólios do dia. Quando subimos vimos o Binho com a Serena, nossa mulinha, a pobi parecia exausta ela não ia aguentar carregar +5k de moedas, então eu fui na cidade mais próxima e aluguei uma mula, voltamos para casa e finalizamos o dia por aí mesmo. (uma pena que a Lua não quis vir conosco, ela sempre vinha antes, dessa vez ela só iria se o Kahlabrezo fosse. E depois de hoje eu percebi como o Kahlabrezo é diferente dos goblins não civilizados, 😣 imagina só se ele fosse que nem eles... bizarro só de imaginar.)
- Nixs Bate e Some
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