No caminho, ouvi a história da cidade. Vale Roto não nasceu quebrada. Porém tragédia sobre tragédia tem comedido o lugar. Quando chegamos, cada um tomou seu rumo. Eu fiquei com a parte menos confortável pra mim: lidar com um espião que havíamos contratado. Sou ladrão, sei entrar, pegar coisas e sair… mas esse jogo de informação e mentiras longas nunca foi meu forte. Ainda assim, alguém tinha que ir.
O relato dele começou simples, mas então relatou Omar, o alquimista local, casado com uma tal de Lena, vinha frequentando um prostíbulo e que sempre voltava de lá com garrafas cheias de um líquido transparente. Uma informação que poderia vir a ser útil futuramente. Além disso, soldados da Ordem de São Aslora também apareciam por lá. Isso não é coincidência. Pedi ao espião que cavasse mais fundo. Quando coisa fede assim, é porque tem algo podre enterrado.
Enquanto isso, meus companheiros lidavam com outro problema. Um sujeito esquisito, tremendo, olhos fundos, claramente sofrendo de abstinência. Zascol, um viciado. Ele disse ter informações sobre Zé Corote — o covarde que fugiu na última incursão. Fugir não seria problema… se ele não tivesse levado consigo o livro que tanto precisamos.
Com a pista em mãos, traçamos algumas estratégias. No meio dos preparativos, mais uma notícia ruim: Bogda estava expandindo sua influência nos arredores de Vale Roto. Drogas circulando, gente sumindo aos poucos. Não tínhamos tempo pra enfrentar esse câncer agora. Fiz o que sempre faço nessas horas: segui em frente e garanti que minha irmã estivesse bem.
Partimos para a estalagem indicada por Zascol. Antes de entrar, deixamos a loba de Kkalabrezo de guarda do lado de fora da caverna que supostamente levava até lá. Descemos para a escuridão confiando demais… e pagamos por isso. Era uma emboscada. Uma armadilha bem montada.
Perdemos mais um membro valioso da família Many. A família Many era conhecida assim por haver muitos deles. Eles são encontrados por toda Samsar’oo — por onde passamos, sempre tem alguém deles — e mesmo assim, cada perda pesa como se fosse a primeira. Quando percebemos que tudo não passava de uma traição, não houve conversa. Matamos Zascol. Deixamos o corpo ali. Não por crueldade, mas como aviso: brincar conosco custa caro.
Voltamos para Vale Roto sob um clima pesado. Naquele mesmo dia, na cidade, vimos um grupo de pessoas reunidas chorando. Quando fomos investigar descobrimos logo o motivo: assassinato. Uma jovem chamada Lisa Palmer, filha de Ernest Palmer — o homem mais rico que uma cidade pequena como essa poderia ter e que estava oferecendo uma recompensa para quem encontrasse o culpado.
A investigação começou com Dona, que depois soubemos ser uma amiga próxima de Lisa. Ela foi cuidadosa demais nas palavras. Esquiva. Com certeza nos disse menos do que sabia. Fomos então à casa de Ernest. A família estava quebrada por dentro. Lisa era distante, havia conflitos, especialmente com a mãe, que paradoxalmente era a mais próxima dela.
No quarto da garota, as coisas começaram a fazer sentido… ou a se complicar. Descobrimos dois casos amorosos. Um antigo, com Billy Bob Torto. Outro recente, secreto e mais perigoso, com Tonny Toresco, membro da Ordem de São Aslora. Uma trama vinha se formando.
Por fim, partimos para examinar o corpo. Escoriações claras. Houve luta. E um hematoma na nuca, um único golpe, fatal. Frio. Preciso.
Ainda não resolvemos o caso. Mas as perguntas estão se acumulando, e as pistas também. Vale Roto continua fiel à sua fama: aqui, nada é simples, nada é limpo, e a verdade sempre cobra um preço.
Enquanto isso, mantenho Nix perto. O mundo anda afiado demais pra deixar ela andar sozinha.
— João Toca e Some
SESSÃO 20
Relato da Nixs
Começamos a investigação do caso da Lisa Palmer com um dos suspeitos, sua amiga Donna Su, a gente foi na casa dela, né? Ai chegando lá os pais dela nos atendeu e chamamos ela para uma conversa de boas, ela se recusou a falar qualquer coisa, mas depois da minha incríveis habilidades de persuasão ela finalmente cedeu. Ela nos contou que depois do incidente da igreja, a Lisa largou a vida de acólita e passou a viver "no mundo", ela tava se cançando do Billy e tava perdidamente apaixonada pelo guarda da igreja o Tonny Torresco. Umas duas semanas antes de sua morte, ela falou que se envolveu com um homem alto, charmoso e misterioso do qual a Lisa não dizia para a Donna quem era, mas que com ele finalmente ela conseguiria o coração de Tonny Torresco (bleeergh, quanta melação 🤮 ) já que a Beatriz não lhe ajudou em nada.
Donna disse que isso era perigoso, mas Lisa disse que ela estava apenas com ciúmes e pararam de se falar com isso. Lisa ia oferecer uma poção para o Tonny beber e se apaixonar por ela. Parece que depois que a Lisa e o Billy terminaram, o Hurley que era amigo das duas, passou a consolar ela (eu acho que ele gostava dela também kkkkkk). E um dos motivos que a Lisa e o Billy terminaram foi que a Lisa tava "passando um tempo" com a Severina (🤨) , uma de suas 3 amigos do templo... (essa garota tá mais rodada que eixo de carroça 😂 ).
No caminho até a casa do Billy, a gente viu um cara só pele e osso, (pior que um zumbi) saindo da floresta e vindo em direção a cidade, antes que pudêssemos fazer qualquer coisa ele caiu no chão. Quando nos aproximamos ele já estava morto, olhos fundos, lábios gelados e tudo mais. A multidão começou a se aproximar e uma moça que se dizia ser prima do defunto afirmou que ele estava bem até ontem a noite, que era um moço forte, trabalhador e que vivia bem. Uma situação bem atípica, mas deixamos isso para depois, o clero chegou afastou o pessoal e levou o corpo para dentro da igreja para necropsia.
Continuando nossa investigação, fomos até a casa do Billy e chegando lá o cheiro de esterco invadiu nossas narinas, o pai dele o chamou e ele se apresnetou de maneira bem rude, com raiva e certa indignação, assim que falamos que queríamos algumas informações sobre a Lisa ele notou o colar no pescoço do meu irmão, assim avnaçando imediamente em cima dele, começou a dizer que meu irmão era mais um dos que dormia com ela, ficamos sem entender a situação e separamos os dois. Depois de esclarecer que meu irmão não ficava com a Lisa e que o colar foi a família que nos deu, ele se acalmou e passou a falar novamente.
Ele disse que a Lisa tava começando a se cansar dele, que começou a frequentar o prostíbulo da cidade e trabalhar lá as escondidas. Ele suspeitava que o Hurley também ficava com ela, e quando ela morreu ele foi tirar satisfação com ele e acabaram em uma briga. O Billy gostava muito da Lisa, tanto que foi até a casa da bruxa Beatrix e pediu para que ela criasse um item de proteção para a Lisa, ele pegou uma moeda, a furou e fez um colar com ela, foi até a bruxa e em troca de serviços lá ela o fez um item de proteção. Ele entregou a Lisa, porém parece que não foi o suficiente...
Chegou o final da tarde, a procissão de Lisa ia começar, agora nos restava o Tonny ou o Hurley para interrogar, no caminho a procissão vimos o Hurley e fomos falar com ele também, de início ele parecia bem frio, dizendo que não deveria falar nada conosco que não nos devia nada e que ia resolver tudo sozinho, até que a prima Robin ameaçou dizer que diria para toda cidade que foi ele que matou a Lisa (KKKKKKKKKK eu amo esse lado dela), ele logo ficou com o rabinho entre as pernas e foi começou a colaborar. Ele disse que no início se aproximou da Donna porque era afim dela, mas que quando foi introduzido a Lisa ele se apaixonou por ela, quando a Lisa se afastou da Donna ele não queria perder contato com ela então passou a seguir ela e descobriu que ela ia aos prostíbulo da cidade.
Ele tentou conversar com ela dizendo que não julgava, mas que ela deveria se cuidar e se proteger, inclusive deu a ela uma adaga élfica inquebrável para que ela se protegesse (mais um presente que no fim não serviu de nada). Hurley disse que ia ao prostíbulo investigar hoje a noite, para saber o que aconteceu, dissemos que iriamos com ele. No fim nos separamos e uma parte foi interregar o Tonny e a outra foi até a Beatrix. Chegou a noite e mesmo assim, Merlin, Lua (a loba gélida), eu e Luna (nossa nova integrante) fomos floresta adentro em busca de respostas.
Chegamos a casa da Beatrix, ela parecia meio surpresa ao ver a gente na casa dela a essa hora da noite, perguntamos sobre o Billy e seu colar e com seu jeitinho sarcástico, meio maléfico e risonha de ser, ela disse que ele tinha vindo pedir isso a ela, mas que ela não fazia isso, que no fim o garoto pôs seu coração a prova ao fazer o colar na intenção de proteger uma pessoa querida, e que no fim ele se tornou mágico por isso (uma descoberta um tanto interessante, então quer dizer que se eu puser todo meu coração a prova num desejo muito forte eu posso proteger meu irmão de algum evento? eu espero que sim, mas acho que o se pode proteger também se pode machucar...).
Perguntamos da Lisa e ela disse que a garota tinha vindo pedir uma poção ou magia que fizesse o amado dela se apaixonar por ela, Beatrix disse que não tinha nada assim, mas para não mandar a garota de mãos vazias lhe deu um pingente com um olho e duas asas, dizendo a ela que era o símbolo da Santa Linéria, a santa dos pecados escondidos. Beatriz disse que se ela fizesse um desenho do pingente em alguma parte do corpo ela seria protegida de seus pecados, contanto que o desenho não fosse apagado ou descoberto. No fim só descobrimos mais informações sobre a vida perigosa de Lisa, mas nada sobre esse homem misterioso... Beatriz disse que metade da cidade a condena por ser quem é, mas que nas escondidas todos pediam coisas a ela em segredo.
Comemos alguns biscoitos com ela e voltamos para a cidade. Chegando lá meu irmão João e a prima Robin já haviam interrogado o Tonny e ele disse que todos os guardas da igreja iam ao prostíbulo, não só ele. Ele conheceu Lisa lá, tomou uns drinks com ela mas que tinha sido só isso e nada mais, que a garota ficou obcecada com ele, que não o parava de seguir e importunar, até que um homem alto de manto e capuz passou a frequentar o prostíbulo e começou a "comprar" a Lisa pela noite toda, ficava a noite inteira com ela em um quarto e não saiam. Ele achou isso bom porque pelo menos ele tinha paz, a última vez que viu a menina ela ofereceu um drink para ele, mas ele recusou pois não estava afim de beber uns drinks com ela essa noite (e novamente, nada realmente conclusivo, tudo levava a esse prostíbulo e esse homem misterioso, meu deus oh menina pra da trabalho, eu hein 😠 😤 ). Mas ele mencionou algo interessante, parece que os guardas não estão satisfeitos com certas atitudes da igreja, e que se a gente fosse fazer algo a respeito, talvez eles nos ajudassem... interessante tal afirmação.
Deu a hora marcada e fomos com o Hurley para ele tal prostíbulo, eu, o João, Merlin, Luna, Robin, Furingo (nosso amigo lesma) e Lua, no caminho a Robin menciona despreocupadamente que a um tempo atrás o grupo tinha libertado uma succubus, nada demais. Chegando lá percebmos que tinha que pagar a entrada, ainda bem que levamos bastante dinheiro por precaução (😃), entrou primeiro os meninos depois as meninas, a Lua infelizmente teve que ficar do lado de fora esperando (não acho que permitam animais la dentro). Na entrada tínhamos que deixar nossas armas para entrar, porém não queríamos perder poder de combate, então eu e Luna fomos nos esgueirando para entrar até que percebemos que as duas estátuas do salão moviam a cabeça enquanto andávamos... muito assustador. Eu chamei atenção dos guardas fingindo ser uma menina nervosa e inocente lá (rsrsrs) enquanto Luna entrava escondida.
Nisso, parece que Luna foi notada e começou a fazer uma algazarra sendo quase capturada, até que meu irmão intervem e vai a seu resgata dizendo que era a mulher dele (KKKKKKKKKK isso foi hilário, vou tirar com a cara pra sempre por isso), parece que a prima Robin também foi ao socorro dela. Enquanto os guardas estavam distraídos eu joguei meu arco na pilha de armas e entrei só com minha nova adaga élfica (obrigada Lisa 😘) no que parecia ser um salão de espera para os casais irem aos quartos.
Lá vi o Hurley (amigo ruivo e aprendiz de ferreiro de Lisa) meio sem saber o que fazer, ele deve ter escutado a algazarra, o senhor Merlin meio envergonhado e ansioso? N sei bem o porque, mas parecia meio animado, e o nosso espião o Lobo da Noite, que havia sido mandado para lá para investigar o prostíbulo. Vou tentar entrar em contato com ele sem estragar a missão dele, saber das informações que ele adquiriu até o momento e ver se são úteis para nós no momento.
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SESSÃO 21
Relato da Nixs
Voltando de onde paramos, a Luna parece que foi agarrada por um dos guardas quando meu irmão e a prima Robin chegaram, antes que eles pudessem fazer alguma coisa a Luna atirou uma flecha no guarda que a segurava e parece que foi fatal, em cheio na testa que ele morreu na hora. Nisso os outros guardas foram logo em cima dela e eles cravaram suas espadas nela, deixando ela empalada a beira da morte, meu irmão João vendo que a situação não estava favorável disse que se confundiu e que não era sua esposa, os guardas pegaram a Luna que agora sangrava bastante e a levaram para fora, jogaram-na no chão e perguntaram se a Robin estava com ela, dizendo que se quisessem que curassem ela tinham que pagar uma compensação pela morte do amigo (mentira, só queriam dinheiro fácil 😠 ) Robin não tinha esse dinheiro e quando foi tentar Luna alegando não estar associada a ela e sim somente querendo ajudar uma mulher como ela, os guardas disseram que se ela fizesse isso ia sofrer o mesmo, e assim nossa amiga Luna morreu...
Bom, como eu dizia anteriormente, fui falar com o nosso espião e ele disse que não tinha aceito nenhum serviço das garotas então não sabia o que acontecia quando se ia com uma delas, mas ele disse que esse serviço aqui fui criado por um cara chamado Rufus, que ele cuidava de um negócio no sul, mas Bogda apareceu e dominou o mercado de drogas por lá então ele se recuou para cá e aqui ficou. Enquanto conversávamos, Merlin que tinha pedido um serviço das garotas foi chamado, e quando ele voltou parecia fraco, mas extremamente feliz ele disse que desceu e lhe ofereceram uma bebida e logo foi apresentado a uma menina muito bonita, ele teve uma noite maravilhosa e não se lembra de muitos detalhes, mas tem certeza que a bebida tava batizada com um tipo de poção de encanto. (meu deus cara, não sabia que o Merlin era safado assim 😦 acho que ele usou a missão como uma desculpa, mas não tenho como provar... pelo menos ele nos trouxe informações úteis)
Enquanto estávamos todos numa mesa conversando sobre, a prima Robin decidiu falar com o bartender e perguntar se eles conheciam alguém que era capaz de fazer uma pessoa ficar perdidamente apaixonada por você, o bartender olhou ao redor, perguntou se era para todos do nosso grupo e prima Robin disse que sim, então ele nos guiou até a parte de baixo onde as pessoas eram levadas para terem seus serviços de prazer. Ficamos sentados num sofá esperandonos levarem ao dono do local e assim fizemos, quando fomos levado a sala vimos que era enorme, com uma grande piscina borbulhante no meio (parecia que tava fervendo) e vários vidrais de diversos tipos de pecados ao redor, como assassinato, roubo, luxúria e etc, até que emergindo da piscina aparece uma moça extremamente bela com uma voz encantadora. A prima Robin pareceu reconhecer quem era na hora, e a moça disse: "olha só se não é minha salvadora!" e como suspeitávamos, o prostíbulo era comandado pela succubus que o anigo grupo tinha libertado de um lich.
A succubus se chama Baltoplat, nós perguntamos se ela conhecia o cara estranho de capuz e Lisa Palmer, e ela disse que conhecia ambos, Lisa era uma de suas aprendizes, e que só podia se tornar uma aprendiz quem fosse devoto a ela assim aprenderiam a como roubar vida de seus clientes, Lisa era uma ótima garota, mas ela cometeu um erro pois as bebidas especiais contendo Enfeitiçar Pessoas era para se dar a clientes especiais, como aventureiros fortes e usuários de magia e ela acabou oferecendo a um mero guarda e no fim ainda bebeu a bebida por acidente, se apaixonando pelo guarda por engano, depois disso Baltoplat a expulsou, mas ela disse que o cara realmente comprava os serviços da menina com frequência e parece que ele prometia a ela que ficaria com o guarda. O cara parecia ser alguém versado em magias e agia estranho com frequência, perguntamos se ela sabia onde ele morava e ela disse que ele morava mais ao leste da floresta, perto da casa da bruxa Beatrix.
Com essas informações em mãos, estávamos prontos para ir embora, a succubus disse que tinha uma rede de informações muito grande e que se precisássemos da ajuda dela com algo que era só pedir já que éramos os salvadores dela (no caso a prima Robin era, que sorte a nossa ela ter vindo junto), eu aproveitei sua boa vontade e perguntei se ela tinha ideia do que era aqueles rastro de lama mágica e sons estranhos que o povo da cidade escutava e via, ela disse que isso era obra de seu antigo sequestrador, que quando estava presa tinha visto alguns goblins de lama por lá, mas não tem noção de quanto tem. O lich estava recuperando suas forças, perguntei se ela nos ajudaria a enfrentar ele caso chegasse a hora e ela disse que só quando estivesse 100% fortalecida novamente, mas que contava com nossa ajuda para algumas coisas também, com isso saímos do prostíbulo.
Ao sair, decidimos que era melhor irmos pela manhã pois estávamos cansados e era muito tarde da noite, a floresta continha mais perigos então assim fizemos, e logo pela manha fomos em direção a casa desse cara, com o nosso novo amigo Hurley acompanhando. Seguimos caminho pela floresta até que escutamos um som de rodas, nos escondemos e vimos um grupo de goblins carregando uma carroça com várias frutas, eles pareciam ir a algum lugar, mas decidimos não interferir para não atrapalhar a missão. Chegando na casa parecia uma cabaninha bem humilde e acabada, cheia de teias pelos locais, apanhadores de sonhos e outros enfeites, e um cachorro muito magro e desnutrido amarrado a uma corda. Como o cara era versado em magias, resolvi beber a poção de Detectar Magia que carregava para saber se havia alguma armadilha mágica, e não tinha, o cachorro se levantou como se sentisse nossa presença depois se deitou de novo, então montamos um plano de aproximação. Merlin ia chegar e fingir ser um senhor perdido pedindo instruções com um mapa falso, quando a oportunidade fosse boa a prima Robin ia castar Sono para ele dormir.
O plano parecia ótimo (se desse algo errado era só improvisar 😝 ), botamos o plano em ação, a medida que se aproximava o cao começou a latir, Merlin chamou pelo homem e ele logo apareceu abrindo só uma fresta da porta, Merlin explicou a situação que estava perdido e não tava sabendo ler o mapa, o homem acalmou o cachorro e deixou Merlin se aproximar sem preocupação (parece que ele tinha caído direitinho hehehe) mas quando a prima Robin começou a castar sono ele reagiu rapidamente e trancou a porta, sem visão do alvo ela e Merlin não podiam castar nada nele... nesse momento eu pensei rapidamente em tocar a flauta de sono e mandei o pessoal se afastar ou tampar os ouvidos, coloquei a pulseira de pedra brancas para não escutar a música e toquei a flauta, quando terminei a música, Merlin que estava ao meu lado caiu no sono, junto do cachorro, as galinhas lá atrás, escutei um baque de dentro da casa e ao abrir vi que o caro tinha dormido também.
Não perdemos tempo, amarramos ele para que não castasse nenhum feitiço e que pudessemos levá-lo ao senhor Palmer vivo, sobre o efeito da poção comecei a procurar coisas mágicas na casa, e o máximo que achei foi o grimório dele, junto de vários pergaminhos meio errôneos que pareciam de anotação já que não possuiam magia. Meu irmão achou um alçapão debaixo do tapete e ao entrar nele vimos um corredor, que no final tinha uma sala extremamente fedida com cheiro de cadáveres podres, com galinhas, ratos e outros bichos, a magia tinha acabado então não vi se tinha mais algum item mágico, mas pelas anotações parecia coisa séria. Lá atras tinha as galinhas e uma gaiola coberta com um pano, quando tiramos o pano nos deparamos com criaturas horríveis de se descrever, tinham asas de morcego, o dobro do tamanho de um pombo e tinha um "bico" de mosquito... completamento horrendos, matamos e nos livramos deles, acho que ninguém ia comprar uma coisa dessas, enfim, fizemos nosso caminho de volta para a fazenda Palmer arrodeando a cidade.
No meio do caminho ele até acordou, mas a prima Robin deu uma cotovelada nele que ele caiu na hora (kkkkkkkkk). Chegando na fazenda, o senhor Palmer nos levou a um porão reservado e lá soltamos o Cara, que esqueci de mencionar anteriormente, mas descobrimos que ele se chama Justino, enfim, Justino disse com orgulho e em alto e bom som tudo o que fez, que foi contatado pelo seu mestre o fantasma do senhor Windler, que ele era o escolhido para trazer ele de volta, que o anjo da morte ia cair sobre a cidade e blablabla, que Justino aprendeu magia a partir dele e que foi atrás da garota pois para trazer o Windler de volta precisava sacrificar 5 almas puras e as porta em direções que formassem uma estrela de 5 pontas, com a nossa mansão no meio (acontece que no mausoléu da mansão tem a múmia do Windler ainda... porque essa galera ainda não se livrou disso??! Meu deus, que loucura!) ele conheceu a garota e ela era o alvo perfeito, mesmo que seu corpo não fosse puro sua alma era.
Depois que ela foi expulsa do prostíbulo ele prometeu ajudar ela com seu amado, mas durante o processo ele tentou castar Enfeitiçar Pessoas nela só que a magia falhou e a garota saiu correndo, ele correu atrás dela e como ela resistiu muito, ele a matou de uma vez e a pendurou em um dos pontos, finalizou dizendo que não se arrepende de nada e que a morte não o assustava, já que seu mestre considerava a morte algo extraordinário (achava tão extraordinário e no fim queria voltar a vida? Que ironia). O senhor Windler com a cara apática e devastada disse que a partir daqui ele que resolvia as coisas, nos deu a recompensa e ficou com o Justino lá embaixo, aproveitei e devolvi a pulseira da filha, já que era uma lembrança dela. Com isso finalizamos o caso de Lisa Palmer, fomos ótimo detetives, não é mesmo 😉 ? Ganhamos muita experiência de vida com essa aventura, vimos a necessidade de ficar mais forte então eu e a prima Robin fomos treinar, e mandamos o espião procurar o zé Corote. Até mais 👋 !
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