Tudo começou lá na cripta do necromante doidão, o maluco achou que ia fazer o baile dos ossudos, mas quem dançou foi ele. A gente limpou a parada, espantou os esqueletos e ainda fez uma graninha honesta. Pegamos o caminho pra cidade, e no meio da estrada encontramos a Siena, uma aventureira novata querendo colar com a gente. Deixamos, ué. Quanto mais louco no grupo, mais história pra contar.
No caminho, vimos uma fumacinha suspeita, mas ninguém quis saber de treta. Seguimos firmes, até o chão começar a tremer e ouvimos um barulho de pedra batendo. Subimos numa parada pra poder ver o que era, e foi então que a gente viu um gigante quebrando pedras e construindo algo. Passamos na miúda, rezando pra ele não nos ver, por sorte, deu certo. Chegamos na cidade inteiros, e eu já sonhando com uma cama e um prato quente.
Depois disso, o grupo se espalhou: umas foram falar com o alquimista, mas o velho surtou e botou todo mundo pra correr no porrete! Enquanto isso, o Calabreso, outro goblin brabo, apareceu na base dos aventureiros. Eu o apesentei pro Furingo e pro resto do bonde e ele entrou pra família na hora. O Arnaldo foi ver a Naomi, a mulher que contratou a gente pra acabar com os esqueletos. Ela pagou direitinho e contou do tal de Boga... Bode... Bogda... Sim. Bogda, um bandido que vem recrutando aventureiros e se juntou a um traficante numa torre ao sul. Aí o evento de luto aos amigos que partiram aconteceu, e a paladina que tinha feito a barreira prometeu cuidar da cidade. A Ordem de São Aslora, um bando de vacilão, chegou uns dias depois e tomou o poder da cidade, pra mim eles têm cara de problema.
Passou um tempo e os amigos que estavam zuados voltaram a ativa. A Robin, a nerd dos livros da magia, aprendeu a ler feitiços e já foi fuçar o livro do necromante. O Zeno resolveu estudar como reviver a semente daquele ente morto-vivo que encontramos. Eu e o Calabreso, por outro lado, tivemos uma ideia mais maneira: montar um lobo! Coisa de prestígio na nossa comunidade. A Beatrix, uma velha bruxa, tinha falado sobre uns goblins vacilões montados em lobo, então decidimos ir atrás.
No caminho pra casa dela, ouvimos barulho na floresta que parecia alguém fugindo. Achamos pegadas de bota, eu jurei que era o Gato de Botas, mas o Arnaldo disse que era só um humano com medo. Chegamos na casa da Beatrix, e a velha contou que alguns goblins com cara de rato estavam envolvidos na parada e que podia ser uma doença. Eu pedi umas ervas medicinais, e ela falou que só dava se a gente resolvesse o problema.
Então partimos, seguindo o rio até o ponto que a bruxa marcou. Cruzamos uma ponte, seguimos o leito do rio e vimos um acampamento. Sabíamos que esses goblins apareciam só à noite, então ficamos escondidos esperando. Quando a lua subiu, o baile começou: dezoito goblins, três montados em lobos, uns sete armados e um todo pomposo vestido de cultista. Ficamos observando o ritual, mas quando começou a parecer que algo ia sair dali… atacamos!
Derrubamos o cultista na hora, tá ligado!? Mas aí começou o barata voa. Flecha pra todo lado, goblin gritando, lobo uivando, e então do nada, uma silhueta começou a brotar do ritual.
E foi aí, parceiro, que eu percebi: que a noite ainda tava só começando…
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Jogador: Ihago
Personagem: Zob Vê de Longe