terça-feira, 24 de março de 2026

Diário de João Toca e Some [Sessão 28]

 Diário de João Toca e Some 

Sessão 28



O mago falou o suficiente. Disse que estavam indo para Fortaleza, que ainda não tinham nada por lá e que, no fim, já tínhamos acabado com praticamente todo o grupo deles. Antes de calar de vez, deixou escapar mais do que devia: ao norte, na direção do forte, existem as chamadas Cavernas do Caos. Disse que goblins vêm realizando assaltos constantes naquela região e que o plano do grupo dele era simples, nos eliminar, pegar o que fosse nosso e depois seguir para o norte atrás desses tesouros. Quando terminou, não havia mais utilidade. Levei minha faca em seu pescoço e cessando enfim sua vida e ciclo de caça e caçador. 

Voltamos para casa e, pela primeira vez em dias, lidamos com algo mais previsível que sangue. Contas. Pagamentos. Empregados, aventureiros de passagem, comida dos animais… ouro entra e sai mais rápido do que se ganha. Ficamos dez dias em treinamento. Tempo suficiente para manter o corpo afiado e lembrar que descanso demais deixa a lâmina cega. Ainda assim, quando terminamos, o dinheiro estava curto. 

Precisávamos de algo que pagasse. 

Cogitamos ajudar o druida das abelhas, mas uma poção para fazer árvore crescer não enche bolso nem sustenta grupo. Fomos atrás da Casa das Moedas. Dinheiro primeiro, boas ações depois, se sobrar tempo. 

O caminho foi tranquilo demais, o que já devia ser aviso. Encontramos uma entrada lateral que ainda não havíamos explorado e entramos. O odor de merda e animal molhado fazia arder nossas narinas. Uma toca de ratos gigantes. Seguimos pelas ramificações até dar em algo diferente, um antigo templo de clérigos. Abandonado por quem rezava… ocupado por quem não devia. Pegadas pequenas. Goblins. 

Dois guardavam a entrada. Não tiveram tempo de reagir. Flechas resolvem rápido quando ninguém espera. 

Avançamos. Mais pegadas, mais barulho. Encontramos um grupo maior: um hobgoblin e quatro goblins. O maior carregava um machado decente, dentro do padrão da espécie. Lutaram melhor que os primeiros, mas não o suficiente. Caíram sob nossos pés. 

Atrás deles havia uma sala com trono e, atrás, um baú. Cinco mil peças de prata. Discutimos sobre o que fazer de imediato, decidimos por levar a prata até a mula, Serena. Não faz sentido morrer carregando peso. 

Voltamos para dentro. 

Encontramos uma porta adornada com ossos. Parecia entrada de catacumba. Onde há mortos, há coisas esquecidas… e às vezes valiosas. Entramos. Vasculhamos com cuidado até quase sermos surpreendidos por esqueletos. Não fossem os clérigos, teria sido pior. Eles expulsaram a maioria, e no recuo conseguimos derrubar alguns. O resto fugiu. Contudo possivelmente voltaram. Mortos não têm pressa. 

Seguimos adiante e abrimos outro túmulo. Erro. 

De lá saiu um morto-vivo inteiro, ou quase isso, ainda com força nos braços. Agarrou Juventino, nosso clérigo contratado, e quase o levou para o mundo dos mortos. Por pouco não perdemos o homem. Uma poção o segurou de pé, mas não por muito tempo. Vai precisar de descanso, se quiser continuar respirando. 

Foi o suficiente. 

Decidimos recuar. Não por medo, mas por cálculo. Muito ouro, pouca capacidade de transporte e gente ferida. Voltamos, arranjamos mais uma mula na cidade próxima e levamos o que tínhamos para casa. 

O templo continua lá. Cheio de coisa morta e esquecida e, com sorte, mais tesouro. Agora então sabemos que ao norte há algo maior nos esperando, goblins organizados, assaltos frequentes e promessas de riqueza nas tais Cavernas do Caos. 

Quanto ao templo dos clérigos, voltaremos. 


— João Toca e Some

quinta-feira, 19 de março de 2026

Relatos das Sessões 26-27

Diário de João Toca e Some 



Ouvi o relato do que aconteceu na estrada antes de eu assumir a frente. Disseram que foram atacados sem aviso, um grupo organizado, sem intenção de roubar queriam matar. Conseguiram vencer e deixaram um vivo. Ele foi interrogado e revelou um caminho, um possível esconderijo ou ponto de encontro. Depois disso, foi morto por Kalabrezho, sem mais utilidade. Brenna não aceitou aquilo. Disse que não fazia parte de um grupo que agia daquela forma e foi embora. O corpo foi enterrado às pressas, mal coberto, como se quisessem esquecer rápido demais o que tinham feito. 

Foi nesse ponto que entrei. 

Decidi que não podíamos esperar o próximo ataque. Voltamos, organizamos o que tínhamos e traçamos uma emboscada com base na informação que haviam conseguido. No caminho, já sob a noite, encontramos a cova revirada. O corpo não estava como deixaram. Aquilo bastava para qualquer um recuar, mas seguimos mesmo assim. Cercamos a cabana indicada e a loba de Kalabrezho confirmou: apenas um homem lá dentro. Aproximei sozinho, pela lateral. Pela fresta da janela vi que dormia. Não havia motivo para complicar. Abri o suficiente, puxei a flecha e encerrei aquilo ali mesmo, rápido e limpo. 

Entramos depois. Vasculhamos tudo. Encontramos uma carta com indicações do restante do grupo e sinais de que havia algo maior por trás. Apagamos nossos rastros e decidimos esperar. Ao amanhecer, outro apareceu. Entrou na cabana, percebeu o que havia acontecido e tentou fugir. Não conseguiu. As flechas o alcançaram antes da estrada terminar para ele. 

Voltamos para a mansão, mas o resto do seu grupo na cidade já começava a se mover contra nós. Descobrimos que havia gente perguntando sobre o grupo. Meus companheiros encontraram a estalagem onde um deles estava hospedado, subornaram o dono e invadiram o quarto. Limpo demais. Resolveram então deixar um desafio, um convite direto demais para o meu gosto. Preferi não participar disso. Fiquei na estalagem, observando, esperando como sempre faço. 

Quando ele chegou, parecia um homem comum demais para o que suspeitávamos. Bem vestido, educado, sorriso fácil. Cumprimentou a todos. Quando leu a carta, houve uma pequena falha, apenas por um instante, mas logo recompôs a máscara. Pagou e saiu. Eu saí logo depois. Segui de longe e, no caminho, paguei uma criança para avisar os outros de que ele não iria ao encontro e indicar a direção que estava tomando. 

Segui por horas até que ele chegou a uma caverna, onde encontrou mais dois homens. Todos preparados. O sorriso dele já não existia mais ali. Havia algo errado, algo mais profundo do que simples mercenários. Não era luta para um homem só, então voltei. 

Encontrei o grupo no caminho, já alertados. Decidimos agir juntos. Retornamos e aguardamos o melhor momento, mas ele não veio. Eles não pretendiam ficar. Saíram em deslocamento e tentamos interceptá-los. Dessa vez, não fomos silenciosos o bastante. Eles perceberam. 

A luta foi dura. Muito mais do que deveria ser. Eram fortes, organizados, preparados para algo maior do que simples emboscadas de estrada. Quase perdemos alguns dos nossos, mas no fim, vencemos. 

E desta vez, deixamos um vivo. 

Um mago. 

Agora ele vai falar. E pensar que tudo isso só começou com um velho bêbado que fugiu com um livro que nos pertencia. Colocamos o preço na cabeça dele alto o bastante para atrair atenção demais. Esse grupo tentou nos enganar, usando um bucha para nos levar a uma armadilha. Nós vimos através do truque, matamos o desgraçado e deixamos um recado. Eles entenderam. E vieram cobrar. 

E foi assim que deixamos de ser presa e nos tornamos a armadilha. 

João Toca e Some



quarta-feira, 4 de março de 2026

Histórias do Kahlabrezo [Relatos de Sessão 22-25]

 Histórias do Kahlabrezo, Goblin level 2, do jogador Aust. 

Relatos de Sessão que cobrem, mais ou menos, as sessões 22-25. 



PARTE I

Ora, mas veja só! Se não é minha galera favorita!!! Saudades de mim pessoal?! Eu sei, eu sei, todos estavam, então sem mais delongas, vamos iniciar mais um HISTÓRIAS DO KAHLABREZO!!!


Começamos a história de hoje nesse naipe, houve bafafa pra dar e vender em Vale Roto, um prostíbulo de sucesso, uma morte trágica, pessoas com muitas drogas e bebidas, enfim um caos (nem gosto... 😈 ), enfim, como minha amiga Nixs já disse anteriormente tudo foi resolvido.


Depois desse auê todo, resolvemos dar um downtime, a Nixs e a Robin decidiram tirar um tempo pra treinar, uma tava querendo virar o Usain Bolt e a outra começou a fazer zumba pra aumentar a resistência, durante esse tempo João foi procurar informações do Zé Corote com nosso espião, e parece que ele vendeu o livro pro Bogdan em troca de um fardo de corote azul... que canalha, nem pra trocar por uma bebida que prestasse.


De toda forma, a gente deu um susto nele e o João passou a contratar vários aventureiros para nos ajudar numa expedição a Caverna de Ermos, parece que uma galera tava fazendo uns assaltos lá e a gente pensa que talvez sejam os Víboras Fantasmas que nos enganaram da última vez, apareceu uma galera nova na casa, tanto contratados quanto novos aventureiros pra guilda, como o Luciferino Santos (o clérigo), Calvin Klein (o guerreiro) e Malvira Melveder (uma bruxa), que sejam todos bem vindos a nossa trupe do barulho!


Continuando, levamos um clérigo e um mago como contratados, e nessa expedição foi eu, a Brenna, o Trévor e minha querida lobinga Lua, em direção a caverna descobrimos uns rumores de que lá tinha uma taverna que o dono é um meio orc chamado Truglag, um apicultor estranho e misterioso e a trupe de bandidos que assaltavam comerciantes, os rumores diziam que a caverna assobiava estranhamente. Chegando lá armamos um plano, uns fingiam ser aventureiros de passagem com muita bagagem enquanto o resto ficava de tocaia e se escondia de prontidão. 

Quando os bandidos aparecessem o mago lançava sono neles e a gente lidava com o resto, simplesmente um plano infalível 🤓 ☝️. A Brenna, o Trévor e o Juventino nosso clérigo foram servir de isca, enquanto eu a Lua e o Orbilus (nosso mago) ficávamos escondidos. Esperamos por um tempo até que um moço apareceu e abordou o grupo isca, dizendo que queria vender umas coisas e se aproximando com a bolsa nas mãos, o grupo recusou e quando ele se aproximou mais o Trévor bebeu uma poção de invulnerabilidade, o homem não sabia o que era, mas resolveu se afastar.


Só que depois ele ameaçou o grupo isca dizendo para eles não tentaram fazer "nada engraçadinho" e do nada entre as pedras num morro surgiu uns 4 bandidos com arcos a postos, a galera levantou as mãos e recuou com cautela, quando o Trévor deu o sinal o mago começou a lançar sono, mas os bandidos não foram surpreendidos, então começou o combate, a Brenna tomou uma flechada e ficou caída, o resto não acertou ninguém, o mago pôs os cabras pra dormir e minha Lua linda atacou o bandido deixando ele só o caco pro nosso amigo Trévor finalizar ele com extrema maestria, descapitando ele de forma crítica, como os bandidos estavam dormindo amarramos eles.


Quando fomos investigar o que tinham eu abri a bolsa do carinha decaptado e pra minha surpresa ela soltou um pózinho que me deixou meio sonolento, mas isso não era nada pro grande Kahlabrezo hahaha! Quando acordamos os caras eles estavam morrendo de medo, começamos o interrogatório e eles disseram que eram apenas peixe pequeno de um cara chamado Rothald que comandava esses caras todos para assaltar a trilha, perguntamos sobre as coisas das cavernas e as rotas para seguir até algum lugar, eles nos disseram tudo e pediram que não os matassemos, desamarramos eles e pedimos que mostrassem o caminho, mas assim que começamos a andar um pouvo o Trévor os matou a sangue frio dizendo que eles poderiam chegar na caverna e só gritar por ajuda, meio cruel mas sensato.

Entramos na caverna e seguimos o caminho dito, o vento soprava forte e as paredes faziam parecer um assobio, a Brenna protegeu a tocha para que não fosse apagada. Andando um pouco vimos uma cabeça de pedra com olhos sorridentes e um nariz pontudo que de sua boca saía uma água muito cristalina, direto para um latão logo abaixo, a Brenna experimentou a água e disse ser muito gostasa, fresca e revigorante, que se não tivesse tomado uma poção de cura agora a pouco isso com certeza a deixaria revigorada (esqueci de dizer que dei uma poção a ela, hehe sorry guys), enchemos alguns frascos e cantis com essa água e seguimos caminho.


Chegamos em um local cheio de pedaços de tocha e fuligem de fumaça para todo lado, tinha alguns caminhos para seguir mas fomos em direção a um que tinha barulho de pessoas conversando, olhamos para o lado e tinha um platão uma placa dizendo "Taverna do Truglag, puxe o sino para entrar" assim fizemos. Alguns minutos depois de tocar o sino apareceu dois orcs acompanhado de uma Lince gigante (minha Lua e ela começarama rosnar uma para a outra, mas não fizeram nada porque minha Lua é muito comportada), eles perguntaram o que queríamos e como descobrimos o lugar, então dissemos que descobrimos por rumores e que só viemos beber umas, eles falaram algo em orc que não entendemos, pegaram uma escada, subimos e nos acompanharam a entrar, como o local era iluminado não precisava de tocha, então descartamos ela.


Lá dentro parecia ser um ambiente normal de taverna, tinha alguns orcs de guarda e bebendo, e o dono realmente parecia um meio orc. Vimos uma galera parecida com os que tinham tentado nos assaltar e escutamos eles cantando músicas de bardo sobre o Rothald, parece que ele já foi um grande aventureiro na vida e agora estava nesse estado de ladrão de estrada. Escutamos com atenção e decoramos a música meio errônea deles, acho que bêbados não cantam muito bem. Fingindo ser fãs do Rothald nos enturmamos com os caras e eles nos levaram a ele.

Chegando lá quem nos recebeu foi um cara chamado irmão Salloric, um clérigo considerado o braço direito do Rothald, dissemos que queríamos um trampo, ele disse que tavam contratando mais capangas para assaltar a trilha, mas a gente vendeu bem nosso peixe dizendo que éramos muito habilidosos e que servíamos para algo melhor que só assaltar, se é que nos entendeu 💀 😈 .


Ele assentiu com um sorriso e disse que no momento não tinham esse tipo de serviço em demanda, mas que se tivesse ia nos chamar, o Trévor então começou a mostrar ser um grande fã do Rothald e isso pareceu convencer o irmão a abrir a porta e nos deixar entrar para falar diretamente com ele. Quando entramos vimos o Rothald sentado com um acordeão do lado, o Trévor novamente se mostrou estar encantando em estar na presença de um grande aventureiro como ele e disse que seria uma honra trabalhar junto dele (acho que ele não estava encenando, parecia mesmo que tinha se tornado um fã dele só pelas histórias), o Rathold começou a se empolgar e perguntar como conhecemos ele, inventamos um miguê dos bons e deu certo, ele disse que estava assim por falta de dinheiro, que assaltava, mas n matava ninguém pois ainda tinha honra.


Disse também que Bogdan estava atrapalhando seus planos de lucrar com assaltos pois seu negócio impedia a passagem de pessoas pela trilha, dissemos que ajudaríamos com o Bogdan e ele pareceu muito feliz, nos mostrou sua espada de duas mãos muito bem feita, até a Brenna que era uma anã reconheceu que era un trablho bem feito para um item feito por humanos.


Rothald disse que queria explorar essas cavernas pois ouviu histórias de que há muitos tesouros aqui, que era local de moradia de uma civilização arcana muito antiga e poderosa, que desvendaram os mistérios dos deuses mortos naquelas montanhas. Depois de compartilhar tal informação selamos uma aliança e comemoramos com festa, dança e bebidas!!


Espero que tenham gostado galerinha do mal, até o próximo HISTÓRIAS DO KAHLABREZO!!!

Diário de João Toca e Some [Sessão 28]

 Diário de João Toca e Some  Sessão 28 O mago falou o suficiente. Disse que estavam indo para Fortaleza, que ainda não tinham nada por lá e ...