quarta-feira, 19 de novembro de 2025

[Relato] Relato de Zob Vê de Longe


A gente tava na cidade, de boa, quando decidimos resolver um B.O. que a Beatrix nos passou, de uma outra bruxa que andava amaldiçoando geral. E como missão dada é missão cumprida, lá fomos nós saber qual era. No caminho, ao passarmos por uma ponte a gente viu um corpo largado num arbusto, bem com cara de cilada, tá ligado!?  

Arnaldo, então, resolveu chegar perto pra olhar melhor.  Foi então que, mano... o arbusto criou vida mané! Pulou nele igual cachorro com fome de perna de goblin. Arnaldo foi agarrado, mas a galera foi ligeira e tacou fogo no mato vivo que logo virou carvão. 

Naquela situação, percebemos que estávamos mais perdidos que cego em tiroteio, porque não sabíamos pra onde ir. Até notamos um monte de arbusto assassino pro noroeste e outro com menos arbusto querendo comer nossa alma pra sudoeste. Mas como ninguém ali é burro, só um pouco, voltamos pra Beatrix pra confirmar a rota. A véia passou a senha, e seguimos em direção ao objetivo. 

No caminho, vários esqueletos de animais pendurados, mó cheirão de limo, bem do jeito que eu gosto: quanto mais fedido, mais tesouro deve ter escondido. Até que encontramos um menor magrelo, marronzado dormindo em frente a uma caverna. O bicho fedia igual peixe morto dentro de meia suada. Passamos a visão pra Soraya Safadeza, que foi lá e imobilizou o maluco. Foi então que notamos que ele estava preso numa raiz com uma algema. 

Ao interrogamos ele, ele falou que a bruxa mandava ele atrair aventureiros pra caverna, e lá ela fazia churrasquinho da galera, tipo, literalmente. Falou que tinha outros serviçais lá dentro da caverna. De início achei que era melhor passar o vacilão. Mas Arnaldo, com aquele jeito de santinho do pau oco que é, prometeu liberta-lo. 

Entrando na caverna a bruxa mandou um papo de que tinha comida e bebida pra geral, a larica bateu na hora. Fui logo avançando, mais a frente uma porta entreaberta, através dela uma mulher sentada, numa mesa cheia comida. Aí eu só pensei: ainda... A porta até abriu sozinha pra gente quando nos aproximamos. Depois que abriu, vimos uns humanos pequenos que estavam servindo a mina. Mas era bom demais pra ser verdade. 

Soraya, sem paciência nenhuma, atirou na véia. Só ouvi o barulho da flecha passando. Shuuín. A flecha enfincou na velha e na hora a ilusão caiu e a mesa ficou vazia. Já os serviçais eram na verdade uns goblins tudo torto, e ela, de novinha, virou uma velha mais feia que sapo atropelado. Fiquei cheio de ódio na mente, com esse bagulho de ilusão. 

A gente partiu pra porradaria, não sei como foi, só sei que o resultado foi que terminamos de fazer a passagem da velha, matamos dois goblins e outros dois se renderam. Passamos a mão nos pertences da defunta, e já fomos ver a Beatrix. 

Pegamos a nossa recompensa com a véia. E aproveitamos e jogamos um verde sobre uma “bruxa dos pesadelos”. Só que Beatrix deu papo reto: não era bruxa porra nenhuma! Era uma garota que acusaram de bruxaria há uns vinte anos e a trancaram numa torre. E que agora podia ter voltado para se vingar. 

Ou seja: os camponeses tentaram nos passar a perna. 

Malandro tentando dar golpe em malandro. Aqui não filhão. 

Beatrix disse que não tinha interesse nesse bagulho, então apenas nos mandou embora. Aí fomos na cidade falar com os fazendeiros que íamos resolver “o problema”. Mas sem contar que sabíamos da merda toda que eles fizeram com a mina lá. 

E é isso, mesmo com esse caô dos camponeses, a recompensa é boa, e se tem tesouro, eu já vejo de longe.

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Jogador: Ihago
Sessão 14. 
Calendário do jogo: Dia 09, Mês 2, Ano I

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