terça-feira, 11 de novembro de 2025

[Relato] Relato de Zob Vê de Longe - Parte II

Então, continuando aquela história. Do meio daquele ritual surgiu um sátiro. E quando o bagulho começou, achei que ia ser uma porradaria ao estilo roda punk ao som de Slipknot. Me enganei. O sátiro era fã de bossa nova e, com uma flauta que puxou do robe, tocou Águas de Março. E com apenas algumas notas, já colocou quase todo mundo pra dormir. 

Eu resisti o máximo que pude, mas o poder da flauta era mais forte que erva da boa e deixou geral mansinho. A única a ficar de pé foi a Mena, que, pelo jeito, já estava acostumada com parada muito mais pesada que isso. 

Ela nos acordou aos pontapés, e o sátiro, vendo que a chapa estava esquentando, acordou o seu campeão: um lobo grande e feroz. Mena, percebendo que o sátiro era encrenca, arrancou logo a cabeça dele pra que não soprasse mais nenhuma flauta. 

A porradaria que seguiu foi intensa. 

Contudo, no final, nós até ganhamos a batalha, mas a sensação era de derrota, pois Mena infelizmente partiu dessa pra melhor e deixou saudades eternas. Os irmãos ficaram abalados. Arnaldo, por sua vez, fez um ritual para Sir Ignatios, para que ela fosse em paz. 

Quando finalmente nos acalmamos, tratamos de investigar e pilhar os corpos, inclusive o da Mena. Trévor rapou os tesouros dela. Enquanto isso, Kalabrezo e eu fizemos o que tínhamos de fazer e domamos os lobos, em respeito à nossa amiga. 

A Mona chegou ainda naquela noite, em busca da irmã Mena. Apesar do baque, se manteve firme. Tão firme que, na mesma noite, passou a mão na espada bonitona da irmã, que estava com o então adormecido Trévor. A Mona é lisa demais. Gostei dela. 

Encontramos então algumas paradas mágicas. Segunda-feira na vida de qualquer aventureiro de respeito. 

Descobrimos que o sátiro era Lord Nerven Ramius, o que pra gente não quis dizer porra nenhuma, mas parece que o objetivo dele era liderar e civilizar os goblins. Hum… inocente. 

De qualquer forma, na manhã seguinte partimos para a casa da véia Beatrix. No caminho, resolvemos dar uma olhada no pomar que ficava numa ilha em formato de ovo, no meio de um rio. 

Soraia e Kalabrezo atravessaram o rio corajosos e, com essa mesma coragem, voltaram correndo quando ouviram o menor farfalhar de folhas. Mó comédia esses dois. 





Do meio do pomar saiu um maluco meio peixe, meio gente, cheio de banca. Pelo jeitão, tenho certeza de que era um Coatoa. Decidimos que não valia a pena atacar naquele momento, mas Trévor se sentiu desafiado e prometeu que voltaria lá pra passar aquele vacilão. 

Chegando na casa da Beatrix, ela pagou a recompensa que tinha prometido e falou que tinha mais uma parada pra gente resolver. Queria que déssemos um jeito em uma outra velha que andava amaldiçoando uma galera na região. 

Esses véi tão cheios de ódio na mente… 

Antes tarde do que nunca, fomos pra nossa base. Lá fomos convocados a falar com o Padre Norman, da Ordem de São Aslora, no antigo templo da cidade. 

Como a gente enfrenta os problemas de frente, fomos lá. O maluco lançou uma rajada de perguntas; a gente mandou um papo furado, mas acho que ele não caiu no buraco. Quando terminamos e saímos do templo, quase dava pra sentir o peso do olhar dele nas nossas costas. 

Dado o proceder, o que eu, Zob Vê de Longe, posso dizer é: apesar de não saber qual vai ser o drama, uma coisa eu garanto, essa história ainda vai virar novela.

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Jogador: Ihago

Calendário do jogo: dia 01, mês 2, ano I. 

Sessão 13.


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